Nos tempos antigos, não havia muitos
praticantes: a vida sendo muito dificil, não existia verdadeiramente
tempo livre. Aqueles que tinham a sorte de cruzar no caminho dum mestre
escolhiam as suas vias: ficar no mundo ou seguir o mestre.Não havia a
escolha do estilo ou da tradição, da forma ou do fundo: encontrar um
mestre era raro, não se podia deixar passar essa sorte.
Havia então poucos praticantes
Hoje
nós temos a escolha de praticar todos os estilos que existem, de passar
dum mestre ao outro se o desejamos ou ainda fazer uma alègre mistura de
tradições respigadas durante o nosso tempo livre.
Mas há sempre poucos praticantes
É
o paradoxo da escolha : demasiada escolha mata a escolha, o empenho
estando asfixiado pela tentação das distracções. Isso não é grave: toda a
gente pode fazer o que quer. Mas para aqueles que estão na prática, par
aqueles que estão numa Via, para aqueles que sentiram a alegria do
ensino, é preciso não abrir mão!
Não existe muitas coisas mais
importantes que de nos conhecer-nos profundamente, de conhecer os outros
e o nosso mundo: todo o resto evolue e pode desaparecer, esse saber
permite de viver mais e melhor, tornar-mo-nos melhores seres humanos e
de moldar um mundo melhor. Para aqueles que estão na Via, atenção : não
vos deixais distrair, não perdeis a fé, não desapareceis debaixo das
camadas do mundano: vós sois praticantes de hoje e o mundo precisa de
vós.
A Via é difícil, ela pede muito, mas olhai o que sabeis a
mais do que antes, o que vós sabeis fazer mais do que antes, tomai
consciência do que trás o vosso ensino o tempo não pode ser utilisado
mais inteligentemente que no estudo do ser humano na vida e na
compreenção das mudanças do mundo.
A primavera é um momento
difícil onde o praticante pode sentir-se cansado, tendo apenas
sobrevivido ao inverno onde a prática é tão dura, mas é um momento tão
mágico. O mundo vai nos dar uma energia admiravel que é bon utilisar
inteligentemente: PRATICAI!!
No principio do ciclo, nesta estação incrível que é a Primavera, é preciso
- Saír e praticar fora
- Ir para a natureza e aproveitar o ar
- Encontrar-se entre amigos para falar-mos juntos
É
o momento da reflexão e detrocas, de saber puchar pelo corpo para lhe
dar força e é um momento de planificação para o ano: como é que eu vou
escolher de orientar a minha vida este ano?
Nós temos a sorte de
poder estar numa prática, de estar interessado por uma prática ou de
discutir duma prática: não desperdicemos o nosso tempo e vamos para o
conhecimento. Clarificai as vossas necessidades e os vossos desejos,
arrumai os vossos afazeres e planificai os vossos treinos, é o momento
de atuar!
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Respeito do ensino e do docente
Eu admito que não sejamos
mais numa época onde o futuro aluno deve ficar meses debaixo da chuva,
diante da porta do mestre, afrontando o vento e o frio na esperança de
ser recebido... Nunca está bom tempo diante da porta dum mestre...
Mas mesmo assim !
Se o respeito do ensino ainda existe, em palávras, o respeito do docente não sobrevive que em pouca gente.
Há um paradoxo que faz que quanto mais o mestre está avançado nas suas próprias pesquisas, menos ele gostará de as partilhar fácilmente... ele conhece demasiado o preço disso. Esses anos de rafinagem de um saber que ele teve que assimilar e digerir, essas horas e esses meses em que ele teve que pôr tudo em ordem... Os mestres não são ordenados que muito excepcionalmente nas lições que eles dispensam... Aquele que é um perito ou um jovem mestre, que pratica mais do que ensina, não tem vontade de dar o que sobre o qual ele trabalha.
Por respeito do outro, por abertura de espírito, aquele que pratica pode ver como o ensino muda positivamente a sua vida assim como a dos outros e não pode impedir-se de fazê-lo partilhar.
Isto é por respeito do ensino, do ponto de vista do perito ou do mestre: ele deve fazê-lo viver e abrir-se áqueles que querem saber mais.
Segundo a sua tradição ou o seu mestre, ele respeitará as vontades deste no que diz respeito ao que pode ser ensinado e em qual ordem; ele aproveitará a esperiência do docente do seu insrutor, mesmo fazendo as suas próprias experiências.
Isto é o respeito do docente pelo seu próprio mestre
Agora os alunos que praticam em “diletante”, que estão de passagem ou aqueles que se informam... Os mesmos que estão na origem dos segredos e das mistificações dos mestres, eles colheram nada de importante. Não mostrando, nem respeito pelo ensino, nem respeito pelo docente, eles contentar-se-ão do que o mestre quiser ensinar-lhes... e é manhoso um mestre....
Se vós fosteis um mestre… sim, sim experimentamos... que vos visteis um seja- dito futuro aluno que não tem nenhum respeito e que não quer senão “copiar” alguns “trucs”, o que é que vós lhe darieis?
Respeito pelas tradições esquece-se, por besteira ou ignorância, o resultado é a desperdição do sabere a médiocridade dos ensinos.
É necessário pegar o tempo de saber se se procura uma prática e, se é o caso é preciso encontrar aquela que nos convém,a seguir é precios consagrar a ela com “devoção”, deixar de lado as suas dúvidas, os seus medos deixar-se ir com confiança.
E se a confiança pede demais ao seu ego, tentemos pelo menos a educação e o respeito...
É nisto que o respeito do docente é uma forma de respeito de si mesmo: nós somos responsáveis das nossas escolhas.
Boa sorte nas vossas escolhas que serão as vossas vias.
Mas mesmo assim !
Se o respeito do ensino ainda existe, em palávras, o respeito do docente não sobrevive que em pouca gente.
Há um paradoxo que faz que quanto mais o mestre está avançado nas suas próprias pesquisas, menos ele gostará de as partilhar fácilmente... ele conhece demasiado o preço disso. Esses anos de rafinagem de um saber que ele teve que assimilar e digerir, essas horas e esses meses em que ele teve que pôr tudo em ordem... Os mestres não são ordenados que muito excepcionalmente nas lições que eles dispensam... Aquele que é um perito ou um jovem mestre, que pratica mais do que ensina, não tem vontade de dar o que sobre o qual ele trabalha.
Por respeito do outro, por abertura de espírito, aquele que pratica pode ver como o ensino muda positivamente a sua vida assim como a dos outros e não pode impedir-se de fazê-lo partilhar.
Isto é por respeito do ensino, do ponto de vista do perito ou do mestre: ele deve fazê-lo viver e abrir-se áqueles que querem saber mais.
Segundo a sua tradição ou o seu mestre, ele respeitará as vontades deste no que diz respeito ao que pode ser ensinado e em qual ordem; ele aproveitará a esperiência do docente do seu insrutor, mesmo fazendo as suas próprias experiências.
Isto é o respeito do docente pelo seu próprio mestre
Agora os alunos que praticam em “diletante”, que estão de passagem ou aqueles que se informam... Os mesmos que estão na origem dos segredos e das mistificações dos mestres, eles colheram nada de importante. Não mostrando, nem respeito pelo ensino, nem respeito pelo docente, eles contentar-se-ão do que o mestre quiser ensinar-lhes... e é manhoso um mestre....
Se vós fosteis um mestre… sim, sim experimentamos... que vos visteis um seja- dito futuro aluno que não tem nenhum respeito e que não quer senão “copiar” alguns “trucs”, o que é que vós lhe darieis?
Respeito pelas tradições esquece-se, por besteira ou ignorância, o resultado é a desperdição do sabere a médiocridade dos ensinos.
É necessário pegar o tempo de saber se se procura uma prática e, se é o caso é preciso encontrar aquela que nos convém,a seguir é precios consagrar a ela com “devoção”, deixar de lado as suas dúvidas, os seus medos deixar-se ir com confiança.
E se a confiança pede demais ao seu ego, tentemos pelo menos a educação e o respeito...
É nisto que o respeito do docente é uma forma de respeito de si mesmo: nós somos responsáveis das nossas escolhas.
Boa sorte nas vossas escolhas que serão as vossas vias.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Da Meditação
Meditação ?
Há muito tempo, a meditação é no imaginário popular como uma prática que “acalma” e que descontrái. Imagina-se o yogi, meio nu, na posição do lótus, o polgar e o major em contacto, o olhar mol no absoluto e em relação com o universo... hum, isso não vai ser muito fácil....
Toda a prática que se baseia na ilusão, um imaginário fácil ou leitores romanescos não pode ser séria. Toda a prática séria funda-se sobre ume relação com um ensino transmitido por um professor. No decorrer dos últimos cinco anos descobrio-se em medecina chinesa um sindrome de uma patologia nova: o mau chi kung e as más práticas “new age”. Sem mestre, por leituras e “conselhos”, as pessoas fecham-se numa prática nociva da qual elas não têm, nem chaves nem portas.
Antes de tudo, o que é que se passa na cabeça do yogi de à bocado ? Será que ele dorme?
Se a prática não faz parte duma tradição, mas fica só um meio de “descontraír”, é mais proveitoso fazer relaxação ou sofrologia. “Descontraír-se” com a meditação, é um pouco como pegar num carro de assalto para esmagar uma formiga. A meditação, é uma relação espiritual com o mundo, mas isso não é um exercício, não verdadeiramente.
Concentração, focalisação
A primeira coisa de que se fala nos livros “new age” sobre a meditação, é a concentração. A idéia é boa, mas não convém como termo. É preciso estar atento, presente, focalisado mais numa atenção descontraída e constante. Na idéia mesmo de “concentração” há uma noção de tensão evidente que é contrário ao que procuramos na meditação. Nós procuramos uma descontração que tornará a nossa atenção durável. Nós devemos poder focalisar-nos sobre a prática numa escuta global do nosso corpo e do nosso espírito. E nesse caso, nós estamos sómente nos preparativos, nós não estamos na meditação.
Atenção : destendida e sustentada
Toda a nossa prática é baseada numa atenção distendida do nosso universo interno e externo: “ o que está no alto é como o que está em baixo”, dizia Hermés “ O Três Vezes Grande”. Esse olhar interior junto com o conhecimento do mundo trona-nos presente e consciente. Nós evitamos de perder tempo numa projecção futura ou no repassar das nossas recordações passadas. Nessa procura do instante, nós temos uma arma incrível quotidiana e por vezes permanente: a meditação. O nosso espírito é muitas vezes estimulado pelo mundo das percepções externas e nós perdemos-nos por vezes na análise doente e conpulsiva das mesmas. Nós vemos uma linda árvore et estragamos esta percepção com um comentário idiota: ”É linda esta árvore, mas já vi mais bonitas, eu creio, mas...”.
Quotidianamente, nós temos a possibilidade de reencontrar um estado de silêncio que nos repõe na nossa prática taoïsta, un “voltar” de todos os dias. Este estado é a meditação. Sem esta, nós podemos perder-nos nos meandros do nosso espírito, fugindo a realidade para nossa interpretação do que nós percebemos.
Não um exercício, um estado
A meditação não é uma prática, é um estado. É un estado de silêncio, volta sobre si mesmo, para o seu “centro”. Este estado é o nosso estado “normal”, mas ele está engolido nos nossos diversos pensamentos compulsivos, ele está aqui, mas nós não o vemos mais há já muito tempo; ele está presente, mas nós não o estamos suficientemente para nos dar-mos conta. Os exercícios e as práticas permitem-nos de reencontrar uma nova intimidade com a nossa natureza profunda, silenciosa e distendida. Mas os exercícios e as práticas não são “a meditação”, eles não são senão as vias que nos conduzem até ela: “ a não confundir”. Ficar num exercício enquanto que se procura o producto dest, é carregar com a sua jangada depois de se chegar á terra firme: nós estamos numa confusão que se apoia sobre o aspecto securisante de exercício e que permite de não se confrontar com a realidade do estado meditativo. No estado medidativo, na meditação, nós não podemos mentir nos e vemos a realidade. Esta confrontação e a visão da nossa “personagem”, das nossas mácaras, podem ser fatais para o nosso ego.
Para a maioria dos principiantes, o estado de paz e de silêncio é tão desconhecido que é necessário passar pela a única via de acesso possível: a iniciação
Como encontrar o que é desconhecido
Não é possível procurar eficazmente o que não conhecemos. É sempre perigoso de procurar qualquer coisa a partir de suputações mentais e do seu imaginário. A imagem que se faz do objecto procurado pode dirigir a nossa atenção sobre toda outra coisa: o objeto imaginado no nosso espírito, fruto do nosso mental, alimentado pelo nosso ego e sustentado pelos nossos fantasmas. Para não nos enganar-mos é suficiente aperceber o que procuramos por experiencia directa, então a procura pode começar. O professor estará ali para nos lembrar a nossa percepção pelas nossas associações compulsivas de mental. O professor experimenta e conhece melhor que nós esse sujeito, se não ele não é o professor.
Esta perceção direta do estado meditativo exige um retiro do seu quotidiano, muitas vezes por alguns dias, e uma imerção na prática. Na nossa escola, nós estamos opostos a esta idéia esparciate de “no pain, no gain”, sem dor não há sucesso. Ao contrário, nós buscamos a distensão do corpo e do espírito que passa por exercícios em posições confortáveis e num quadro agradável assim como uma boa alimentação. É muitas vezes fácil de ter visões quando estamos privados de comida e de sono, mas sõ ali sómente experiências de origem psicológica que não dizem respeito á espiritualidade. Nós queremos conhecer essas experiências em plena possessão do nosso espírito, do nosso corpo e do nosso julgamento critico. Esta perceção direta é a iniciação.
O princípio da iniciação
O princípio iniciático, utilisado desde sempre no taoïsmo antigo, é a maneira mais segura reencontrar este estado meditativo, presente mas pouco perceptível. Nós esquecemos por alguns dias a nossa vida e numa prática total nós razemos o silêncio em nós. O nosso corpo e o nosso espírito comunicam realmente e nós entramos numa paz sem medo: nós conhecemos, durante alguns segundos, o estado meditativo, a nossa verdadeira natureza. O valor de iniciação depende da experiência do professor. Ele não deve ser um colecionador de saber, mas um guia que já passou pelo caminho que vos mostra. Uma “auto iniciação” sem professor ou entre practicantes não tem valor e só é um abismo escancarado de ilusões e de mentiras alimentados de ego e de fantasmas. Eis pelo que é da iniciação
“O regime do fogo”
Depois de ter preparado os ingredientes para a sua preparação culinária, é necessário agora coser tudo. Porque um prato tenha êxito, são necessários três elementos maiores:
- A qualidade dos ingredientes de base,
- A ordem de preparação e os diversos estágios a respeitar
- A força e o tempo de cozedura
A qualidade dos ingredientes de base depende de :
- A distensão do corpe e do espírito
- A transmissão das práticas pelo professor
- O trabalho realizado pelo principiante
É inútil, eu não o farei então, ir mais á frente no detalhe
Nós nomeamos as qualidades de base os “ingredientes de transformação”.
Para obter um bom frango “agridoce”, não será aconselhável de colocar um molho antes de fritar o frango... Há uma ordem a respeitar. E de mais é preciso preparar o molho ao mesmo tempo que o frango para que ele fique ligado, sem queimar o frango e estragar o molho: os estágios são então importantes. Esses detalhes são o núcleo da prática, o que vós fazeis como praticante, sobre os conselhos do professor.
Na alquímica, nós falamos de “processo alquímico”
Se o treino não é quotidiano, seguindo o vosso ritmo e o vosso nível de prática, nós podemos compara-lo a uma cassarola de água que procuramos fazer ferver sobre um fogo intermitente; pois para que haja fervura, é preciso um fogo constante e suficientemente forte. Mas se a prática é exercida sem preparação, sem professor ou com adaptações nascidas no nosso imaginário (alimentadas do ego que se defende), então isso pode ser comparado a uma cassarola vazia em cima dum fogo contínuo: uma pressão e um calor se espalha, o todo não sendo são para atingir “a immortlidade taoïsta”. Se não praticais, mas pretendeis a uma evolução, é procurar esta “ebulição” sem cassarola e sem fogo, na cabeça talvez...
Na alquímica interna, nós falamos do “regime do fogo”
Como começar ?
A única que fazer é encontrar um professor
Para distender o seu corpo e o seu espírito, chega de tornar imóvel o primeiro e de pôr em movimento o segundo.
Mais vale passar um tempo a encontrar um bom guia em vez de fazer mil práticas confusas de frente. A acumulação de ensinos só pode cegar o procurador na sua procura.
Se estais sentado as vezes sobre uma almofada rígida, as costas tensas e os axilares apertados. Se acumulais jejuns e outra práticas nocivas, que tudo sái de leituras e de conferências em “feiras ao espíritual” então abandonai tudo isto e ide à procura do ensino valável, de um encontro verdadeiro.
Há muito tempo, a meditação é no imaginário popular como uma prática que “acalma” e que descontrái. Imagina-se o yogi, meio nu, na posição do lótus, o polgar e o major em contacto, o olhar mol no absoluto e em relação com o universo... hum, isso não vai ser muito fácil....
Toda a prática que se baseia na ilusão, um imaginário fácil ou leitores romanescos não pode ser séria. Toda a prática séria funda-se sobre ume relação com um ensino transmitido por um professor. No decorrer dos últimos cinco anos descobrio-se em medecina chinesa um sindrome de uma patologia nova: o mau chi kung e as más práticas “new age”. Sem mestre, por leituras e “conselhos”, as pessoas fecham-se numa prática nociva da qual elas não têm, nem chaves nem portas.
Antes de tudo, o que é que se passa na cabeça do yogi de à bocado ? Será que ele dorme?
Se a prática não faz parte duma tradição, mas fica só um meio de “descontraír”, é mais proveitoso fazer relaxação ou sofrologia. “Descontraír-se” com a meditação, é um pouco como pegar num carro de assalto para esmagar uma formiga. A meditação, é uma relação espiritual com o mundo, mas isso não é um exercício, não verdadeiramente.
Concentração, focalisação
A primeira coisa de que se fala nos livros “new age” sobre a meditação, é a concentração. A idéia é boa, mas não convém como termo. É preciso estar atento, presente, focalisado mais numa atenção descontraída e constante. Na idéia mesmo de “concentração” há uma noção de tensão evidente que é contrário ao que procuramos na meditação. Nós procuramos uma descontração que tornará a nossa atenção durável. Nós devemos poder focalisar-nos sobre a prática numa escuta global do nosso corpo e do nosso espírito. E nesse caso, nós estamos sómente nos preparativos, nós não estamos na meditação.
Atenção : destendida e sustentada
Toda a nossa prática é baseada numa atenção distendida do nosso universo interno e externo: “ o que está no alto é como o que está em baixo”, dizia Hermés “ O Três Vezes Grande”. Esse olhar interior junto com o conhecimento do mundo trona-nos presente e consciente. Nós evitamos de perder tempo numa projecção futura ou no repassar das nossas recordações passadas. Nessa procura do instante, nós temos uma arma incrível quotidiana e por vezes permanente: a meditação. O nosso espírito é muitas vezes estimulado pelo mundo das percepções externas e nós perdemos-nos por vezes na análise doente e conpulsiva das mesmas. Nós vemos uma linda árvore et estragamos esta percepção com um comentário idiota: ”É linda esta árvore, mas já vi mais bonitas, eu creio, mas...”.
Quotidianamente, nós temos a possibilidade de reencontrar um estado de silêncio que nos repõe na nossa prática taoïsta, un “voltar” de todos os dias. Este estado é a meditação. Sem esta, nós podemos perder-nos nos meandros do nosso espírito, fugindo a realidade para nossa interpretação do que nós percebemos.
Não um exercício, um estado
A meditação não é uma prática, é um estado. É un estado de silêncio, volta sobre si mesmo, para o seu “centro”. Este estado é o nosso estado “normal”, mas ele está engolido nos nossos diversos pensamentos compulsivos, ele está aqui, mas nós não o vemos mais há já muito tempo; ele está presente, mas nós não o estamos suficientemente para nos dar-mos conta. Os exercícios e as práticas permitem-nos de reencontrar uma nova intimidade com a nossa natureza profunda, silenciosa e distendida. Mas os exercícios e as práticas não são “a meditação”, eles não são senão as vias que nos conduzem até ela: “ a não confundir”. Ficar num exercício enquanto que se procura o producto dest, é carregar com a sua jangada depois de se chegar á terra firme: nós estamos numa confusão que se apoia sobre o aspecto securisante de exercício e que permite de não se confrontar com a realidade do estado meditativo. No estado medidativo, na meditação, nós não podemos mentir nos e vemos a realidade. Esta confrontação e a visão da nossa “personagem”, das nossas mácaras, podem ser fatais para o nosso ego.
Para a maioria dos principiantes, o estado de paz e de silêncio é tão desconhecido que é necessário passar pela a única via de acesso possível: a iniciação
Como encontrar o que é desconhecido
Não é possível procurar eficazmente o que não conhecemos. É sempre perigoso de procurar qualquer coisa a partir de suputações mentais e do seu imaginário. A imagem que se faz do objecto procurado pode dirigir a nossa atenção sobre toda outra coisa: o objeto imaginado no nosso espírito, fruto do nosso mental, alimentado pelo nosso ego e sustentado pelos nossos fantasmas. Para não nos enganar-mos é suficiente aperceber o que procuramos por experiencia directa, então a procura pode começar. O professor estará ali para nos lembrar a nossa percepção pelas nossas associações compulsivas de mental. O professor experimenta e conhece melhor que nós esse sujeito, se não ele não é o professor.
Esta perceção direta do estado meditativo exige um retiro do seu quotidiano, muitas vezes por alguns dias, e uma imerção na prática. Na nossa escola, nós estamos opostos a esta idéia esparciate de “no pain, no gain”, sem dor não há sucesso. Ao contrário, nós buscamos a distensão do corpo e do espírito que passa por exercícios em posições confortáveis e num quadro agradável assim como uma boa alimentação. É muitas vezes fácil de ter visões quando estamos privados de comida e de sono, mas sõ ali sómente experiências de origem psicológica que não dizem respeito á espiritualidade. Nós queremos conhecer essas experiências em plena possessão do nosso espírito, do nosso corpo e do nosso julgamento critico. Esta perceção direta é a iniciação.
O princípio da iniciação
O princípio iniciático, utilisado desde sempre no taoïsmo antigo, é a maneira mais segura reencontrar este estado meditativo, presente mas pouco perceptível. Nós esquecemos por alguns dias a nossa vida e numa prática total nós razemos o silêncio em nós. O nosso corpo e o nosso espírito comunicam realmente e nós entramos numa paz sem medo: nós conhecemos, durante alguns segundos, o estado meditativo, a nossa verdadeira natureza. O valor de iniciação depende da experiência do professor. Ele não deve ser um colecionador de saber, mas um guia que já passou pelo caminho que vos mostra. Uma “auto iniciação” sem professor ou entre practicantes não tem valor e só é um abismo escancarado de ilusões e de mentiras alimentados de ego e de fantasmas. Eis pelo que é da iniciação
“O regime do fogo”
Depois de ter preparado os ingredientes para a sua preparação culinária, é necessário agora coser tudo. Porque um prato tenha êxito, são necessários três elementos maiores:
- A qualidade dos ingredientes de base,
- A ordem de preparação e os diversos estágios a respeitar
- A força e o tempo de cozedura
A qualidade dos ingredientes de base depende de :
- A distensão do corpe e do espírito
- A transmissão das práticas pelo professor
- O trabalho realizado pelo principiante
É inútil, eu não o farei então, ir mais á frente no detalhe
Nós nomeamos as qualidades de base os “ingredientes de transformação”.
Para obter um bom frango “agridoce”, não será aconselhável de colocar um molho antes de fritar o frango... Há uma ordem a respeitar. E de mais é preciso preparar o molho ao mesmo tempo que o frango para que ele fique ligado, sem queimar o frango e estragar o molho: os estágios são então importantes. Esses detalhes são o núcleo da prática, o que vós fazeis como praticante, sobre os conselhos do professor.
Na alquímica, nós falamos de “processo alquímico”
Se o treino não é quotidiano, seguindo o vosso ritmo e o vosso nível de prática, nós podemos compara-lo a uma cassarola de água que procuramos fazer ferver sobre um fogo intermitente; pois para que haja fervura, é preciso um fogo constante e suficientemente forte. Mas se a prática é exercida sem preparação, sem professor ou com adaptações nascidas no nosso imaginário (alimentadas do ego que se defende), então isso pode ser comparado a uma cassarola vazia em cima dum fogo contínuo: uma pressão e um calor se espalha, o todo não sendo são para atingir “a immortlidade taoïsta”. Se não praticais, mas pretendeis a uma evolução, é procurar esta “ebulição” sem cassarola e sem fogo, na cabeça talvez...
Na alquímica interna, nós falamos do “regime do fogo”
Como começar ?
A única que fazer é encontrar um professor
Para distender o seu corpo e o seu espírito, chega de tornar imóvel o primeiro e de pôr em movimento o segundo.
Mais vale passar um tempo a encontrar um bom guia em vez de fazer mil práticas confusas de frente. A acumulação de ensinos só pode cegar o procurador na sua procura.
Se estais sentado as vezes sobre uma almofada rígida, as costas tensas e os axilares apertados. Se acumulais jejuns e outra práticas nocivas, que tudo sái de leituras e de conferências em “feiras ao espíritual” então abandonai tudo isto e ide à procura do ensino valável, de um encontro verdadeiro.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Agora já chega !
Hoje pode-se comprar em linha os segredos dos grandes mestres, estar “acordado” seguindo cursos por correpondência, fazer uma psicanálise por telefone e ter relçãoes sexuais “interativos” com a televisão... Como fazer parte dessas coisas?
Já, que seja do alerta á fusão no tao, passando pelos organismos électrónicos, toda “relação” sem contacto com um ser humano pode ser considerado como suspeito. Pode-se sem risco partir sobre uma base evidente (para alguns), que mais vale encontrar pessoalmente o ser com o qual a relação se vai criar.
Não, a vidio não conta!
Se a planeta parece encolher, se se pode viajarao outro lado do mundo em menos de um dia, é necessário aproveitar para se deslocar em vez de encomendar por correspondência. Até nem se pode dizer que o custo é um problema com as ofertas cada vez mais incríveis, ao alcance de todos, agências de viagem e companhias aéreas soldam o mundo. No quadro idílico do entrecâmbio mundial das informações as mais héteroclitas nesta fusão global dos seres e das culturas, com meios ilimitados para poder ser mais livre... Porquê nos encontramos na nossa pequena sala escura para ver um vidio dum gourou que propõe fazer rodar os seus “chakras” no bom sentido? Porquê fazê-lo de forma “secrèta” de tai chi, aprendida num livro? Verdadeiramente não sei, há demasiadas respostas, para soluções insuficientes.
O que é uma certeza, para todos aqueles que são honestos (pelo menos uma hora por dia...) É que esta situação está relacionada directamente com os nossos medos, com o nosso “Medo”. Que nos impede de ir encontrar pessoas, de partir fazer um estágio para ver um mestre que admiramos, de se instalar numa vila onde há esses ensinos que queriamos seguir...? Ninguém? Nós mesmos? A sociedade ?, os faliliares ?, os vizinhos ? Nosso trabalho ? Sómente o nosso “Medo”
É tempo de parar de ter medo para enfim utilisar o nosso tempo á nossa própria construcção, o nosso desenvolvimento, os nossos prazeres...
Agora já chega
É necessário desligar a televisão, o rádio, esses barulhos que se tornam amigos para substituir os humanos, esses gadgets que captam a nossa atenção para evitar de ver em frente, para não escutar “a sua música interior”, não pensar. É tempo de ocupar o seu espaço, de ir para os outros e de se escutar para realisar os nossos mais caros votos. Todo esse montão de “asneiras” sem limite que nos querem vender a todo o custo ( e a todos os preços..) esses mestres a dois francos (isso nã faz muitos euros...), todas essas maneiras grosseiras e glaucas de apasiguar, sem sucesso, o nosso mal estar, os falsos prazeres e as verdadeiras vigarices, chega!
Mas...
Nesta selva, há também a possibilidade de encontrar pessoas que procuram fazer renascer culturas, espiritualidades e práticas reveladas a luz do dia, autênticas e honestos guias espirituais que tetam entregar as pessoas a suas verdadeiras naturezas. Mas tudo o que é válido e autêntico se partilha de “coração” como disem os chineses, entre “quat’z’yeux” (de frente a frente).
Não é nos estádios onde se difundem os vidios sobre écrans gigantes de gourous desaparecidos, nem em salas de desporto entre “o aqua gim” e os”abdos/nádegas”e certamente que também não nos seminários onde “os participantes estão seguros de um acordar ao fin do estágio,ou pelo menos dum diploma” essas pessoas, esses ensinos, encontram-se ao fio da vida, mas sómente se nos encontramos na vida. Os sentidos en alerta, os olhos abertos, isso só pode acontecer se se está pronto, aberto e disponível. Nesses encontros, algumas serão como um despertar, outras histórias curtas (diz-se que são as melhores) e por vezes podemos encontrar a nossa via.
Como saber se é a sua via ?
Quando olhais para a vossa mão esquerda, vós sabeis que é a vossa mão esquerda... Da mesma maneira o reconhecimento da vossa “via”, a sua “legenda pessoal” como diz Paulo Coelho é uma evidência. Se depois ter reconhecido o caminho destinado, tão persuadido no fundo do vosso coração e do seu corpo, e encotrais o meio de o não seguir...é pena! Nada de desesperante ou triste na dúvida ou no receio de se empenhar, é necessário tomar tempo, andar á volta, vêr, sentir, escutar, e talvez mesmo provar... E fazer enfin a vossa escolha.
Mas quando a escolha está feita, é mergulhar, abandonar-se e fazer que esta prática se torne a primeira prioridade da vossa vida, se não, não serve de nada, mais vale acender a televisão. Nunca escondi a dificuldade que isso representa, mas deve-se ser claro.
E eu penso que sem uma via, não se vai a lado nenhum.
Já, que seja do alerta á fusão no tao, passando pelos organismos électrónicos, toda “relação” sem contacto com um ser humano pode ser considerado como suspeito. Pode-se sem risco partir sobre uma base evidente (para alguns), que mais vale encontrar pessoalmente o ser com o qual a relação se vai criar.
Não, a vidio não conta!
Se a planeta parece encolher, se se pode viajarao outro lado do mundo em menos de um dia, é necessário aproveitar para se deslocar em vez de encomendar por correspondência. Até nem se pode dizer que o custo é um problema com as ofertas cada vez mais incríveis, ao alcance de todos, agências de viagem e companhias aéreas soldam o mundo. No quadro idílico do entrecâmbio mundial das informações as mais héteroclitas nesta fusão global dos seres e das culturas, com meios ilimitados para poder ser mais livre... Porquê nos encontramos na nossa pequena sala escura para ver um vidio dum gourou que propõe fazer rodar os seus “chakras” no bom sentido? Porquê fazê-lo de forma “secrèta” de tai chi, aprendida num livro? Verdadeiramente não sei, há demasiadas respostas, para soluções insuficientes.
O que é uma certeza, para todos aqueles que são honestos (pelo menos uma hora por dia...) É que esta situação está relacionada directamente com os nossos medos, com o nosso “Medo”. Que nos impede de ir encontrar pessoas, de partir fazer um estágio para ver um mestre que admiramos, de se instalar numa vila onde há esses ensinos que queriamos seguir...? Ninguém? Nós mesmos? A sociedade ?, os faliliares ?, os vizinhos ? Nosso trabalho ? Sómente o nosso “Medo”
É tempo de parar de ter medo para enfim utilisar o nosso tempo á nossa própria construcção, o nosso desenvolvimento, os nossos prazeres...
Agora já chega
É necessário desligar a televisão, o rádio, esses barulhos que se tornam amigos para substituir os humanos, esses gadgets que captam a nossa atenção para evitar de ver em frente, para não escutar “a sua música interior”, não pensar. É tempo de ocupar o seu espaço, de ir para os outros e de se escutar para realisar os nossos mais caros votos. Todo esse montão de “asneiras” sem limite que nos querem vender a todo o custo ( e a todos os preços..) esses mestres a dois francos (isso nã faz muitos euros...), todas essas maneiras grosseiras e glaucas de apasiguar, sem sucesso, o nosso mal estar, os falsos prazeres e as verdadeiras vigarices, chega!
Mas...
Nesta selva, há também a possibilidade de encontrar pessoas que procuram fazer renascer culturas, espiritualidades e práticas reveladas a luz do dia, autênticas e honestos guias espirituais que tetam entregar as pessoas a suas verdadeiras naturezas. Mas tudo o que é válido e autêntico se partilha de “coração” como disem os chineses, entre “quat’z’yeux” (de frente a frente).
Não é nos estádios onde se difundem os vidios sobre écrans gigantes de gourous desaparecidos, nem em salas de desporto entre “o aqua gim” e os”abdos/nádegas”e certamente que também não nos seminários onde “os participantes estão seguros de um acordar ao fin do estágio,ou pelo menos dum diploma” essas pessoas, esses ensinos, encontram-se ao fio da vida, mas sómente se nos encontramos na vida. Os sentidos en alerta, os olhos abertos, isso só pode acontecer se se está pronto, aberto e disponível. Nesses encontros, algumas serão como um despertar, outras histórias curtas (diz-se que são as melhores) e por vezes podemos encontrar a nossa via.
Como saber se é a sua via ?
Quando olhais para a vossa mão esquerda, vós sabeis que é a vossa mão esquerda... Da mesma maneira o reconhecimento da vossa “via”, a sua “legenda pessoal” como diz Paulo Coelho é uma evidência. Se depois ter reconhecido o caminho destinado, tão persuadido no fundo do vosso coração e do seu corpo, e encotrais o meio de o não seguir...é pena! Nada de desesperante ou triste na dúvida ou no receio de se empenhar, é necessário tomar tempo, andar á volta, vêr, sentir, escutar, e talvez mesmo provar... E fazer enfin a vossa escolha.
Mas quando a escolha está feita, é mergulhar, abandonar-se e fazer que esta prática se torne a primeira prioridade da vossa vida, se não, não serve de nada, mais vale acender a televisão. Nunca escondi a dificuldade que isso representa, mas deve-se ser claro.
E eu penso que sem uma via, não se vai a lado nenhum.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Escolher uma direcção
Uma ratinha num boraco, debaixo da terra devia cavar para saír do mau passo. Ela cavou para sul durante três dias, depois refletiu e cavou para o norte. Ao fim dum tempo, ela esbarrou com dificuldades e escolheu de cavou para o oeste. Cavando nesta nova direcção, ela interrogou-se se para o este não seria o mais apropriado. Ela foi então cavar para o este. Estenuada e sempre no mesmo ponto, a ratinha morreu sem saír do seu boraco.
Hoje, com demasiadas informações nós vamos para vias multiplas e ensinos aremendados. Os estilos “completos” e tradicionais não são suficientemente brilhantes e demonstrativos, dando nascimento a “novos estilos” bem pobres, muito mais bonitos...
As vias antigas cobriam todos os aspectos da prática e muitas vezes aspectos da vida. Para que essas vias se perpetuam, é necessário com o mesmo professor ou mestre durante longos anos. Era necessário “mergulhar” na prática como num precipício, num abandono total. Hoje se um DVD dum professor vos agrada, vós ides encontrá-lo e “comprar-lhe” o seu saber. Vós podeis comprar também os seus livros ou os seus vcd e aprender na sua casa no seu sofá entre dois episódios de “operação sedução”...
A simplicidade apparente da transmissão do saber das artes internas levanta alguns problemas :
- A maior parte dos professores actuais são pesquisadores ou praticantes, não peritos, mas é necessário ganhar dinheiro...
- Toda a gente pode pretender tudo o que se lhes agrada a partir do momento em que há uma coleção suficientemente grande de DVD, VCD ou K7 vidio...
- Os Sparrings, competições e fantasmas colportados por filmes, desnaturam os conceitos do combate marcial.
“Uma só vida, uma só via”, dizia o meu professor. É importante dar-se tempo para decidir se sim ou não fazemos esse mergulho; mas depois é necessário cavar até ao fim para não acabarmos como o pobre roedor da história contada mais acima.
Nos estilos tradicionais, todas as facetas do combate, da saúde e da energia estão incluidas. Conhecía-se os limites do seu estilo e os perigos das práticas. O acumular de várias práticas que vêm de tradições e com os seus effeitos diversos não pode ser são para o corpo e o espírito. Fazer de “o externo para a saúde e o interno para a saúde” é uma frase idiota, não se pode fazer um pouco de isto ou daquilo, isso não é possível. Os métodos de desenvolvimento das qualidades do praticante pedem demasiado tempo de investimento para poder ser repartidos conforme os dias da semana.
Certas vias são identicas mas têm nomes diferentes, por causa das suas delocalisações ou do mestre tendo escolhido de renomear a prática. Nesses casos, é evidente que não há problema.
Rebuscar à direita ou à esquerda, procurar mais do que praticar, estar sempre na aprendizagem e nunca na prática (ver a espera), eis os perigos da nossa época para os praticantes sinceros. Nao é necessário mentir-se e ser claro sobre as necessidades e os fins...finalmente o que é que se quer?
Levar tempo e ir ao fundo da via, se temos a sorte de ter um mestre competente, é creio a melhor solução. Praticar um pouco de desporto num espirito lúdico é também muito interessante mas fora do sujeito aqui. No caso onde nós estamos procurando um professor, a vida saberá conduzir-nos para a via, mas é necassário ainda não se estar muito ocupado a cavar...
Hoje, com demasiadas informações nós vamos para vias multiplas e ensinos aremendados. Os estilos “completos” e tradicionais não são suficientemente brilhantes e demonstrativos, dando nascimento a “novos estilos” bem pobres, muito mais bonitos...
As vias antigas cobriam todos os aspectos da prática e muitas vezes aspectos da vida. Para que essas vias se perpetuam, é necessário com o mesmo professor ou mestre durante longos anos. Era necessário “mergulhar” na prática como num precipício, num abandono total. Hoje se um DVD dum professor vos agrada, vós ides encontrá-lo e “comprar-lhe” o seu saber. Vós podeis comprar também os seus livros ou os seus vcd e aprender na sua casa no seu sofá entre dois episódios de “operação sedução”...
A simplicidade apparente da transmissão do saber das artes internas levanta alguns problemas :
- A maior parte dos professores actuais são pesquisadores ou praticantes, não peritos, mas é necessário ganhar dinheiro...
- Toda a gente pode pretender tudo o que se lhes agrada a partir do momento em que há uma coleção suficientemente grande de DVD, VCD ou K7 vidio...
- Os Sparrings, competições e fantasmas colportados por filmes, desnaturam os conceitos do combate marcial.
“Uma só vida, uma só via”, dizia o meu professor. É importante dar-se tempo para decidir se sim ou não fazemos esse mergulho; mas depois é necessário cavar até ao fim para não acabarmos como o pobre roedor da história contada mais acima.
Nos estilos tradicionais, todas as facetas do combate, da saúde e da energia estão incluidas. Conhecía-se os limites do seu estilo e os perigos das práticas. O acumular de várias práticas que vêm de tradições e com os seus effeitos diversos não pode ser são para o corpo e o espírito. Fazer de “o externo para a saúde e o interno para a saúde” é uma frase idiota, não se pode fazer um pouco de isto ou daquilo, isso não é possível. Os métodos de desenvolvimento das qualidades do praticante pedem demasiado tempo de investimento para poder ser repartidos conforme os dias da semana.
Certas vias são identicas mas têm nomes diferentes, por causa das suas delocalisações ou do mestre tendo escolhido de renomear a prática. Nesses casos, é evidente que não há problema.
Rebuscar à direita ou à esquerda, procurar mais do que praticar, estar sempre na aprendizagem e nunca na prática (ver a espera), eis os perigos da nossa época para os praticantes sinceros. Nao é necessário mentir-se e ser claro sobre as necessidades e os fins...finalmente o que é que se quer?
Levar tempo e ir ao fundo da via, se temos a sorte de ter um mestre competente, é creio a melhor solução. Praticar um pouco de desporto num espirito lúdico é também muito interessante mas fora do sujeito aqui. No caso onde nós estamos procurando um professor, a vida saberá conduzir-nos para a via, mas é necassário ainda não se estar muito ocupado a cavar...
sexta-feira, 31 de maio de 2013
A ilusão da distensão
Esta ilusão constata-se na não coordinação e na rijeza mental. A impossibilidade a adaptar o seu gesto, a se deslocar cumprindo uma acção, são sinais de tensão. A saúde do corpo sobre o longo termo depende desta distensão. As articulações, a saúde dos musculos e da coluna vertebral vão envelhecer em boas condições se nós estamos distensos. Todos os abusos, os excessos, se pagam a medida que os anos passam. Nada é gratuito: então se não precisa de defender a sua vida todos os dias, é inutil de destruir o seu corpo com treinos rudes para uma confrontação que talvez nunca ocorrerá. O condicionamento de repetição é suficiente, um condicionamento duro e especialisado é muitas vezes perigoso. É mais útil viver em boa saúde muito tempo do que fazer-se de espertalhão alguns anos e, cochear o resto da sua vida ou não mais poder servi-se das suas mãos.
É impossível ficar fraco físicamente se seguimos um treino quotidiano e isto sem nunca ter tensões musculares. Este treino pode fazer-se sobre um longo prazo onde os anos não trazem uma regressão técnica. É uma prática de vida para toda a duração desta. A distensão é o elemento chave desta perenidade.
Nós ocidentais, temos o hábito de discutir. Nós discutimos e debatemos entre nós sobre diversos sujeitos, nós gostamos dessas justas verbais para o prazer de nous escotar-mos falar.
A nossa sociedade “administrativa” deleita-se de discussões que nós não tivemos e daquelas que devemos ter para “aclarar” as coisas... Mas no fundo, se há uma coisa que amamos, é muitas vezes o barulho da nossa voz.
Demasiadas vezes nós defendemos as nossas idéias como nós defenderíamos a nossa vida, de facto, nós defendemos as nossas idéias como a vida do nosso ego. Para o nosso mental, as nossas opiniões são muralhas de defesa, das estruturas da existência do nosso ego. Cada vez que nós temos um outro mental que vai contra as nossas idéias, é preciso ter razão para “sobreviver” para que o nosso próprio ego não estaja em perigo. Numa discussão, ter razão é viver e reforçar-se, não ter razão é morrer e desaparecer. Isto explica o nosso comportamento e a violência das emoções quando nós nos querelamos por asneiras.
Nas vias espirituais, é importante discutir com o seu professor sem perder de vista várias coisas:
- Nós não obtemos mudança pela discussão,
- O interesse está no contacto e não nas palavras,
- Para trocar palavras, é preciso saber do que se fala,
- É preciso escutar as palavras para compreender os conceitos.
Quais quer que sejam os segredos geniais que possa subtirar ao seu professor, tendo em conta o génio dele e o seu, as mudanças não são possíveis senão pela prática e o tempo. O facto de discutir demasiado e de “precisar” demasiado são meios para escapar á prática. O professor pode descobri-lo e contar-lhe não importa o quê, sómente para alimentar a sua sede de palavras; será sempre tempo de rectificar mais tarde. Quando se está com falta de palavras, na necessidade de conceitos, é impossível de ouvir, e por vezes de escutar. Por vezes, está-se da tal maneira no palavreado e nos seus pensamentos que não é possível assimilar a prática.
O primeiro fin de troca com o professor não é nas palvras. Se o mestre está no seu ensino, se não existe diferença entre o que é dito e o que é feito, então o exemplo srá mais forte do que o verbo. Pela sua presença, o professor guia mais que palas idéias. A via é um caminho que o professor conhece,ele pode guiar. Se o professor não conhece a via por experiência, ele não tem valor como tal; ele deve ficar erudito, um historiador da práctica, e não um guia. No caso do letrado, são as palavras que importam, não o homem.
É necessário falar com o seu professor, pedir e questionar, mas isso não é possível que se a prática está presente. Sem experiência da prática, sem conhecimento do que ela é, não é possível de discutir.
É útil discutir pontos gramaticais precisos de dialetos chineses com alguém que não compreende essa língua? Como falar de “hyglzayf” ou procurar um “ligzqfeuj”? Isso não é possível que se sabemos o que é.
Por experiência e empenho na prática, nós podemos discutir com o professor; sem prática, o discurso é inútil. No ardor, na fome violenta de prática, nós lançam-mo-nos por vezes sem escutar o que diz o professor. No entanto os conceitos pedem tempo para ser compreendidos, portanto há momentos de inatenção. Não é aceitável na prática não escutar o professor: mais vale ficar em casa.
No tempo antigo, existia a lei das “três vezes”.
A primeira vez, o mestre dá os conceitos duma prática e pede ao aluno de lhe mostrar o que ele compreendeu. Se o fundo está ali, mais do que a forma exige trabalho, o tempo e a assiduidade do praticante trarão sucesso. Se é evidente que o aluno não compreendeu nada e que que não conseguirá chegar lá, então vamos para o número dois.
A segunda vez, o mestre vai datalhar até que o aluno lhe afirme que ele compreendeu e que ele o demonstre. O professor sera éntão o testemunho da compreensão do seu disciplo. Normalemente o estudante vai sobre a sua via até ao novo exercício. Por vezes ele volta para o professor com questionamentos e pedidos de precisões, o professor é então ali para ele. Mas noutros casos, o aluno não praticou nada e demonstra-o na frente do professor, tendo “esquecido” o que lhe foi ensinado. Nesse caso, nos tempos recuados da China cruel, o professor passava rápidamente à étapa seguinte.
A terceira vez é um momento em que o disciplo demontrou a sua inatenção e a sua incompetência sobre o sujeito explicado e compreendido num momento. Ele mostra a sua desenvoltura e a leviandade do seu empenho na via... é a etapa do “está bem!”.
Eis o jovem tonto numa longa frase onde tudo o que ele fará estará “bem”, e sem correções do seu professor. Que faça ou não faça, que seja justo ou não, que venha treinar-se ou não,”está bem”.
Era a dura lei do ensino à antiga… Felizmente, é o passado!.
Aqui está. Nós devemos fazer-nos estas perguntas, partilhá-las com o professor, mas sem utilisar isso para escapar á prática. As palavras são momentos sem prática e os questionamentos e muitas vezes as falhas do empenho.
É impossível ficar fraco físicamente se seguimos um treino quotidiano e isto sem nunca ter tensões musculares. Este treino pode fazer-se sobre um longo prazo onde os anos não trazem uma regressão técnica. É uma prática de vida para toda a duração desta. A distensão é o elemento chave desta perenidade.
Muito Ruido para nada
Nós ocidentais, temos o hábito de discutir. Nós discutimos e debatemos entre nós sobre diversos sujeitos, nós gostamos dessas justas verbais para o prazer de nous escotar-mos falar.
A nossa sociedade “administrativa” deleita-se de discussões que nós não tivemos e daquelas que devemos ter para “aclarar” as coisas... Mas no fundo, se há uma coisa que amamos, é muitas vezes o barulho da nossa voz.
Demasiadas vezes nós defendemos as nossas idéias como nós defenderíamos a nossa vida, de facto, nós defendemos as nossas idéias como a vida do nosso ego. Para o nosso mental, as nossas opiniões são muralhas de defesa, das estruturas da existência do nosso ego. Cada vez que nós temos um outro mental que vai contra as nossas idéias, é preciso ter razão para “sobreviver” para que o nosso próprio ego não estaja em perigo. Numa discussão, ter razão é viver e reforçar-se, não ter razão é morrer e desaparecer. Isto explica o nosso comportamento e a violência das emoções quando nós nos querelamos por asneiras.
Nas vias espirituais, é importante discutir com o seu professor sem perder de vista várias coisas:
- Nós não obtemos mudança pela discussão,
- O interesse está no contacto e não nas palavras,
- Para trocar palavras, é preciso saber do que se fala,
- É preciso escutar as palavras para compreender os conceitos.
Quais quer que sejam os segredos geniais que possa subtirar ao seu professor, tendo em conta o génio dele e o seu, as mudanças não são possíveis senão pela prática e o tempo. O facto de discutir demasiado e de “precisar” demasiado são meios para escapar á prática. O professor pode descobri-lo e contar-lhe não importa o quê, sómente para alimentar a sua sede de palavras; será sempre tempo de rectificar mais tarde. Quando se está com falta de palavras, na necessidade de conceitos, é impossível de ouvir, e por vezes de escutar. Por vezes, está-se da tal maneira no palavreado e nos seus pensamentos que não é possível assimilar a prática.
O primeiro fin de troca com o professor não é nas palvras. Se o mestre está no seu ensino, se não existe diferença entre o que é dito e o que é feito, então o exemplo srá mais forte do que o verbo. Pela sua presença, o professor guia mais que palas idéias. A via é um caminho que o professor conhece,ele pode guiar. Se o professor não conhece a via por experiência, ele não tem valor como tal; ele deve ficar erudito, um historiador da práctica, e não um guia. No caso do letrado, são as palavras que importam, não o homem.
É necessário falar com o seu professor, pedir e questionar, mas isso não é possível que se a prática está presente. Sem experiência da prática, sem conhecimento do que ela é, não é possível de discutir.
É útil discutir pontos gramaticais precisos de dialetos chineses com alguém que não compreende essa língua? Como falar de “hyglzayf” ou procurar um “ligzqfeuj”? Isso não é possível que se sabemos o que é.
Por experiência e empenho na prática, nós podemos discutir com o professor; sem prática, o discurso é inútil. No ardor, na fome violenta de prática, nós lançam-mo-nos por vezes sem escutar o que diz o professor. No entanto os conceitos pedem tempo para ser compreendidos, portanto há momentos de inatenção. Não é aceitável na prática não escutar o professor: mais vale ficar em casa.
No tempo antigo, existia a lei das “três vezes”.
A primeira vez, o mestre dá os conceitos duma prática e pede ao aluno de lhe mostrar o que ele compreendeu. Se o fundo está ali, mais do que a forma exige trabalho, o tempo e a assiduidade do praticante trarão sucesso. Se é evidente que o aluno não compreendeu nada e que que não conseguirá chegar lá, então vamos para o número dois.
A segunda vez, o mestre vai datalhar até que o aluno lhe afirme que ele compreendeu e que ele o demonstre. O professor sera éntão o testemunho da compreensão do seu disciplo. Normalemente o estudante vai sobre a sua via até ao novo exercício. Por vezes ele volta para o professor com questionamentos e pedidos de precisões, o professor é então ali para ele. Mas noutros casos, o aluno não praticou nada e demonstra-o na frente do professor, tendo “esquecido” o que lhe foi ensinado. Nesse caso, nos tempos recuados da China cruel, o professor passava rápidamente à étapa seguinte.
A terceira vez é um momento em que o disciplo demontrou a sua inatenção e a sua incompetência sobre o sujeito explicado e compreendido num momento. Ele mostra a sua desenvoltura e a leviandade do seu empenho na via... é a etapa do “está bem!”.
Eis o jovem tonto numa longa frase onde tudo o que ele fará estará “bem”, e sem correções do seu professor. Que faça ou não faça, que seja justo ou não, que venha treinar-se ou não,”está bem”.
Era a dura lei do ensino à antiga… Felizmente, é o passado!.
“Palavras de mais extenuam,
Não há nada melhor de que a prática”
Tao Te King capítulo 5
Aqui está. Nós devemos fazer-nos estas perguntas, partilhá-las com o professor, mas sem utilisar isso para escapar á prática. As palavras são momentos sem prática e os questionamentos e muitas vezes as falhas do empenho.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Distensão : O gesto explicado
Distensão ou molesa
É muito importante não confundir distenso e mol. Nas artes de combate internas, nós devemos adquirir uma certa força (porque não fazemos costura nem ping pong), mas sem tensão muscular. Os praticantes devem passar por uma força “real’ e manifestada antes de poder “digerir” esta força e torná-la suave (tanto que possa sê-lo un golpe). A idéia dum golpe interno, penetrante ou vibrante, é suave para aquele que o dá, não para aquele que o recebe.
Como definir esta diferença entre “distendido” e “mole”?
A distensão muscular trás cinco interesses directos para todo o praticante :
- A disponibilidade do musculo para uma utilisação imediata duma acção voluntária (velocidade),
- Uma utilisação minimal dos musculos antagonistas que travam a acção (potência),
- Uma recuperação optimal dos esforços musculares (recuperação),
- Uma economia de movimento que reduz o consumo de energia (resistência),
- Uma possibilidade de “fazer passar a força” (penetração)
O estágio de « Xin yi », a « forma de pensamento », é a possibildade de fazer o que se quer fazer e de compreender o que se faz. Nós vamos crear uma ligação entre o nosso corpo e o nosso espírito, o que vai trazer a possibilidade de agir sem ser paralisado pelos nossos pensamentos compulsivos. O invès, quer dizer ter um espírito calmo e disponível, é igualmente necessário... mas não é o sujeito deste texto.
O músculo contraído deve distender-se antes de estar disponível para uma nova acção. Et distender esse musculo necessita um prazo na acção que abranda a mesma. No entanto, se esperamos uma distensão optima, o musculo está sempre disponível para a acção. Isso permite-nos de obter uma maior capacidade de alongamento e de contracção dos musculos, tendões e ligamentos que perticipam no movimento: adquirimos mais velocidade.
Apesar da distensão muscular, todo o movimento induz uma acção protectora dos musclos antagonistas. Esses musculos protégem as articulações de movimento bruscos que poderiam magoá-los. Numa acção de punho em frente por exemplo, se nós não olhamos senão o braço e o ante-braço, nos apercebemos que o tricepço é abrandado pelo bicepço. Se o bicepço está tenso, muito contraído, ele abranda a acção do soco. Estando distenso, a velocidade e a potência são aumentadas (sabendo-se que para fazê-lo, os tendões devem estar reforçados);
Os treinos repetidos podem fatigar os musculos. Os exercícios específicos “pucham” pelas cadeias musculares. Nos dois casos, se uma tensão existe, ela irá contra o resultado procurado.
As explosões de movimentos breves, que são desejáveis nas artes do combate, são repetições de esforço “anaéróbia” . Isto quer dizer que o musculo não pode tirar os recursos pela via oxydativa (oxigénio). Por todas essas razões, a descontracção é importante, graças á distensão muscular a continuação do trabalho no esforço faz-se mais fácilmente, com uma produção reduzida de “desperdícios” bioquímicos (evitando as feridas, a tetânia muscular e as curbaturas)
Os musculos antagonistas quase não se contractam, os musculos para a acção estando livres de tensão até á sua utilisação e a recupreção de ciclos em ciclos fazendo-se fácilmente, nós consumimos menos energia. Esta energia interna sera em consquência disponível em caso de urgência. A demais, toda a acção prolongada e “forçada” desenrola-se nas mekhores condições. O nosso corpo/máquina fica en melhor estado mais tempo.
A força penetrante, a força vibratória, e todas as “pequenas gouleseimas” das artes internas pedem uma distensão para “atravessar o corpo”. Nós não exploraremos hoje este assunto complexo.
É necessário notar que toda a gente, chineses do passado e fisiologistas de hoje, acordam-se para dizer que uma musculatura contraída vai da par com uma certa tensão psiquica e inversamente. A distensão muscular não provoca únicamente uma disponibilidade do corpo, mas também uma forma de psicoregulação.
Por excelência, nós não devemos ceder à pressão. Numa visão “new age” des artes marciais intrenas, as pessoas têm tendência a transformar-se em moles. Do mesmo elas basculam muitas vezes numa sensação “fantasmática” da energia. Nessa descontração ilusória, o praticante “new age” esquece muitas vezes que um golpe relèva do nivel da realidade, falta-lhe então a força “real et distendida” para se adaptar e evitar um arranque prematuro para o “outro lado”. É-lhe mais sábio de não praticar nada en vez de estar em ilusões perigosas
Todos os exercícios de reforço, todas as técnicas, devem fazer-se sem tensão muscular. Isto dito não é questão para ser mole ou mesmo dócil. Trata-se aqui de artes de combate que pedem que se ponha fora de estado de prejudicar os assaltantes eventuais. Num treino realista e bem concebido, os praticantes vão muitas vezes suficientemente longe na exploração das diferentes dores ligadas aos golpes internos. É um processo doloroso e muitas vezes amargo, mas isso deve fazer-se numa descontracção a mais tital possível. É de admirar e por vezes incrível, ver os estragos que um golpe relachado, mas não mole pode provocar.
No trabalho quotidiano sério na sua arte, a musculatura vai desenvolver-se. Isso não será uma musculação similar áquela dos culturistas. Os musculos estão sempre distensos mas tónicos. O volume vai determinar-se conforme o corpo a e a frequência da práctica. Na minha escola guarda-se a massa muscular até aos 45 anos, para a deixar descrecer a pouco e pouco até as seus últimos anos. Se estamos num momento intenso de trabalho dos exercícios, nós vamos ganhar massa muscular comprida e distensa. O contacto desses musculos é muito similar á borracha, tenra mas incompressível. Se nos treinamos todos os dias correctamente, não é possível ser-se “sem musculos” ou “fraco”.
Os exercícios repétem-se longamente sem tensão, nunca. A velocidade de execução aumenta para alguns, por vezes é a lentidão que se trabalha. Os musculos tornam-se expessos de início, depois estabilisam-se. Os musculos não estão secos, o corpo não é o de um desportista. Nós podemos descrever tês tipos de exercícios principais:
- O trabalho da velocidade,
- O trabalho de técnica
- O trabalho da potência
Para a velocidade, é claro que o trabalho sobre a distensão do corpo e do espírito é prioritário. É habitual de “aldrabar” os execícios de coordinação, no entanto é o segredo de velocidade. A velocidade exige de ir rápidamente de um ponto a um outro. O relachamanto pode compensar o esquerdismo. Nós devemos ter uma ligação intima entre o que queremos fazer e o que nós realizamos.
Esta ligação interna é o sub-producto de um corpo coordenado. Estes exercícios são difíceis e dolorosos, eles contribuem a reforçar o corpo. Nós podemos distinguir vários tipos de velocidade a trabalhar: Velocidade de acção, velocidade de deslocação, velocidade de reacção,velocidade de decisão, velocidade de antecipação e velocidade de perception.
As técnicas marciais estão ao centro do trabalho a dois. Sozinho o praticante vai preparar o seu corpo mas durante os cursos, ele vai treinar-se ás técnicas com um parceiro.No trabalho a dois, os golpes trocam-se numa aceitação e em limites que dependem do seu empenho e do seu objectivo. Aqueles que trabalham na idéia de estar em melhor saúde podem provar as artes do combate sem ir até ás profunduras desta discipline. Para aqueles que que ecolhem a voz do gerreiro, no respeito do seu corpo, é necessário “testar” o que aprendemos. É sem dúvida o treino mais útil, mas também o mais difícil. Ele inclui todas as facetas da prática, é o momento em que se vai confrontar ao receio e verificar a sua “presença”. Nós podemos distinguir três etapas que vão construir os gestos “justos”: uma preparação geral que se ocupe das qualidades necessárias para adquirir as técnicas (motivação, atenção, laterisação, capacidade de aprendizagem...), uma preparação específica dos gestos num alvo definido (paradas, deslocações, distâncias, impacto...) e uma base de desenvolvimento polivalente onde a prioridade é dada ao alargamento da capacidade de coordenação. Os bloqueios na aprendizagem de técnicas vêm muitas vezes da coordenação da base que é demasiado restrida.
A potência é desenvolvida de uma maneira prioritária nos estilos de combate. Que ela seja para a defesa ou para o ataque que seja para enrolar ou para quebrar a força adversa, é necessário a potência. Os exercícios de potência são absolutamente necessários para uma confrontation física. Todos os exercícios fazem-se numa distensão muscular total, ou pelo menos da maneira a mais relachada possível.Não há tensão nos exercícios internos da nossa escola, uma tomada de consciência sem contracção. Os tipos de força trabalhados são:
- A força maxima (possibilidade de unir todo o corpo para uma força global,
- A força explosiva (capacidade de realisar o maior crescimento de força num tempo o mais curto possível),
- A força inicial (capacidade de força explosiva au inicio da contracção muscular),
- A força velocidade (possibilidade neuro-muscular de sobrepôr as resistências com a maior velocidade de reacção possível)
A capacidade de coordinação é un processo de conhecimento de gesto e do movimento que permite de realisar as acções justas em situações previsíveis (esteriotipos) ou imprevisíveis (adaptação). A coordinação não é habilidade. A habilidade refere-se a actos concretos e parcialmente automatisados que não têm leberdade própria, são gestos esterotipados. Poe exemplo, un Karateka muito bon poderá bloquear com brio os ataques poderosos por parte de un outro kareteka de muito bon nível. Ele conhece os gestos precisos e próprios ao seu estilo e conhece as paradas (habilidade). Esse mesmo bom particante de karaté pode encontrar-se em dificuldade en frente de um bom “murro de vadio”, enviada de qualquer maneira por um tinhoso. Ele está fora do quadro dos gestos que conhece e a sua habilidadedeve adaptar-se ajudado pela sua coordinação para corresponder au desconhecido
A coordinação alimenta-se e desenvolve-se de toda uma série de capacidades
- Dissociação e união do corpo,
- Capacidade de análise,
- Equilíbrio,
- Sentido do espaço,
- Ritmicidade,
- Reatividade,
- Adaptação,
A dissociação e união do corpo são uma necessidade para atingir a força maximal. Para o chi kung, as artes de combate e a vida quotidiana, é benéfico trabalhar com todo o corpo sobre um esforço. Esse esforço porque ele é repartido sobre o conjunto da estrutura, não sera “difícil”. O desgaste energético é minimo e a distensão maxima. De mesmo, numa acção que só pede uma parte da estrutura é inutil de arrastar uma contracção no conjunto do corpo. Para isso, uma escuta do sistéma interno permite de identificar e de utilisar o que deve ser sem estressar o resto do corpo/espírito. Todo o corpo vai ir numa coerência que simplifica a acção. Por experiência, nós veremos que é mais fácilna aprendizagem de dissociar para unir en vez do contrário.
A capacidade de análise é uma harmonisação entre as diferentes fases do movimento e os movimentos das diferentes partes do corpo. Esta harmonisação se traduz por uma grande precisão e uma grande economiana execução domovimento. Quanto maior é a distensão e mais nós podemos escutar e ouvir o corpo na óptica de um gesto perfeitamente de acordo com a nossa intenção.
O equilíbrio é uma capacidade complexa que compreende vários tipos
- O equilibrio estático (alinhamento),
- O equlibrio dinâmico em translação (linha direita),
- O equilibrio dinâmico em rotação (circulos e curvas).
Não sómente o equilibrio permite de poder realisar os treinos numa distensão profunda mas é também o segredo da perenidade da prática.
Efetivamente mais o equilíbrio está profundamente ancorado en nós e menos nós seremos confrontados a uma deterioração de nosso nível técnico e gestual. O principio de equilibrio é um dos grandes principios do nosso sistéma.
O “sentido do espaço” permite de determinar e de modificar a sua posição e os seus movimentos no espaço e no tempo. Isso faz-se em função de um campo de acção (dojo, local, ring, metro) e os objectos no campo da acção, (móvel, adversário, testemunha). O sentido do espaço está ligado à visão, e mais particularmente á visão periférica, e á propriocepção (sensação de si no espaçogerido pela knestésia, o tocar). Ela permite de avaliar a distância e a evolução do gesto no tempo e no espaço. O sentido do tempo é o que se chama o “timing”, é um elemento determinante no sucesso da acção.
O que se entende por ritmicidade é a capacidade á colher um ritmo determinado pelo exterior e de reproduzi-lo ao idêntico ou mudá-lo seguindo um esquema interno. Compreender o ritmo do seu adversário permite perturbá-lo, aliás criar um ritmo permite igualmente de se posicionar para um gesto justo. A distensão é necessária para uma actividade imediata, em resposta com o instante da percepção. Uma tensão produz um tempo que desincronisa a acção.
A reacção permite de intervir mais rápidamente possível sobre um dado sinal. Numa pega de escolha consciente, nós devemos ter o tempo o mais curto possível entre a percepção desta vontade e a ação ela mesma. Na acção, nós devemos poder unir mais qualidades possíveis: força, velocidade...
É possível que um praticante tenha todas as qualidades requeridas mas não a reactividade desenvolvida: ele é por consequente incapaz de agir em resposta aos estimulis externos. Esta qualidade é uma das mais importantes, ela está ligada ao trabalho de coordinação.
A adaptação é a capacidade de transformar a acção motora em curso de execução para a adaptar a uma nova situação ou persegui-la sob uma forma diferente. Essa “mudança” na acção deve-se estar distendido mas firme para poder guardar as qualidades de força e de velocidade do gesto de origem. A adaptação está estreitamente ligada ás capacidades de reacção e de antecipação que influenciam de maneira determinante.
O trabalho de desenvolvimento da coordinação faz-se sobre três componentes maiores que influenciam e determinam as capacidades das quais acabámos de falar. Nós temos então:
- O contrôle motor (distinguir a sua direita da sua esquerda, o alto e o baixo)
- A capacidade de aprendizagem (pôr a direita na frenta da esquerda, seguindo o exemplo)
- A adaptação motora (invertir, unir ou modificar uma acção conhecida).
É muito importante não confundir distenso e mol. Nas artes de combate internas, nós devemos adquirir uma certa força (porque não fazemos costura nem ping pong), mas sem tensão muscular. Os praticantes devem passar por uma força “real’ e manifestada antes de poder “digerir” esta força e torná-la suave (tanto que possa sê-lo un golpe). A idéia dum golpe interno, penetrante ou vibrante, é suave para aquele que o dá, não para aquele que o recebe.
Como definir esta diferença entre “distendido” e “mole”?
Distensão : acção de distender
A distensão muscular trás cinco interesses directos para todo o praticante :
- A disponibilidade do musculo para uma utilisação imediata duma acção voluntária (velocidade),
- Uma utilisação minimal dos musculos antagonistas que travam a acção (potência),
- Uma recuperação optimal dos esforços musculares (recuperação),
- Uma economia de movimento que reduz o consumo de energia (resistência),
- Uma possibilidade de “fazer passar a força” (penetração)
O estágio de « Xin yi », a « forma de pensamento », é a possibildade de fazer o que se quer fazer e de compreender o que se faz. Nós vamos crear uma ligação entre o nosso corpo e o nosso espírito, o que vai trazer a possibilidade de agir sem ser paralisado pelos nossos pensamentos compulsivos. O invès, quer dizer ter um espírito calmo e disponível, é igualmente necessário... mas não é o sujeito deste texto.
O músculo contraído deve distender-se antes de estar disponível para uma nova acção. Et distender esse musculo necessita um prazo na acção que abranda a mesma. No entanto, se esperamos uma distensão optima, o musculo está sempre disponível para a acção. Isso permite-nos de obter uma maior capacidade de alongamento e de contracção dos musculos, tendões e ligamentos que perticipam no movimento: adquirimos mais velocidade.
Apesar da distensão muscular, todo o movimento induz uma acção protectora dos musclos antagonistas. Esses musculos protégem as articulações de movimento bruscos que poderiam magoá-los. Numa acção de punho em frente por exemplo, se nós não olhamos senão o braço e o ante-braço, nos apercebemos que o tricepço é abrandado pelo bicepço. Se o bicepço está tenso, muito contraído, ele abranda a acção do soco. Estando distenso, a velocidade e a potência são aumentadas (sabendo-se que para fazê-lo, os tendões devem estar reforçados);
Os treinos repetidos podem fatigar os musculos. Os exercícios específicos “pucham” pelas cadeias musculares. Nos dois casos, se uma tensão existe, ela irá contra o resultado procurado.
As explosões de movimentos breves, que são desejáveis nas artes do combate, são repetições de esforço “anaéróbia” . Isto quer dizer que o musculo não pode tirar os recursos pela via oxydativa (oxigénio). Por todas essas razões, a descontracção é importante, graças á distensão muscular a continuação do trabalho no esforço faz-se mais fácilmente, com uma produção reduzida de “desperdícios” bioquímicos (evitando as feridas, a tetânia muscular e as curbaturas)
Os musculos antagonistas quase não se contractam, os musculos para a acção estando livres de tensão até á sua utilisação e a recupreção de ciclos em ciclos fazendo-se fácilmente, nós consumimos menos energia. Esta energia interna sera em consquência disponível em caso de urgência. A demais, toda a acção prolongada e “forçada” desenrola-se nas mekhores condições. O nosso corpo/máquina fica en melhor estado mais tempo.
A força penetrante, a força vibratória, e todas as “pequenas gouleseimas” das artes internas pedem uma distensão para “atravessar o corpo”. Nós não exploraremos hoje este assunto complexo.
É necessário notar que toda a gente, chineses do passado e fisiologistas de hoje, acordam-se para dizer que uma musculatura contraída vai da par com uma certa tensão psiquica e inversamente. A distensão muscular não provoca únicamente uma disponibilidade do corpo, mas também uma forma de psicoregulação.
Molesa : ”Que céde fácilmente á pressão”
Por excelência, nós não devemos ceder à pressão. Numa visão “new age” des artes marciais intrenas, as pessoas têm tendência a transformar-se em moles. Do mesmo elas basculam muitas vezes numa sensação “fantasmática” da energia. Nessa descontração ilusória, o praticante “new age” esquece muitas vezes que um golpe relèva do nivel da realidade, falta-lhe então a força “real et distendida” para se adaptar e evitar um arranque prematuro para o “outro lado”. É-lhe mais sábio de não praticar nada en vez de estar em ilusões perigosas
Trabalho sem tensão Muscular
Todos os exercícios de reforço, todas as técnicas, devem fazer-se sem tensão muscular. Isto dito não é questão para ser mole ou mesmo dócil. Trata-se aqui de artes de combate que pedem que se ponha fora de estado de prejudicar os assaltantes eventuais. Num treino realista e bem concebido, os praticantes vão muitas vezes suficientemente longe na exploração das diferentes dores ligadas aos golpes internos. É um processo doloroso e muitas vezes amargo, mas isso deve fazer-se numa descontracção a mais tital possível. É de admirar e por vezes incrível, ver os estragos que um golpe relachado, mas não mole pode provocar.
Trabalho repetido : Musculatura ” ténua mas não mole”
No trabalho quotidiano sério na sua arte, a musculatura vai desenvolver-se. Isso não será uma musculação similar áquela dos culturistas. Os musculos estão sempre distensos mas tónicos. O volume vai determinar-se conforme o corpo a e a frequência da práctica. Na minha escola guarda-se a massa muscular até aos 45 anos, para a deixar descrecer a pouco e pouco até as seus últimos anos. Se estamos num momento intenso de trabalho dos exercícios, nós vamos ganhar massa muscular comprida e distensa. O contacto desses musculos é muito similar á borracha, tenra mas incompressível. Se nos treinamos todos os dias correctamente, não é possível ser-se “sem musculos” ou “fraco”.
Os exercícios de reforço: sem tensão
Os exercícios repétem-se longamente sem tensão, nunca. A velocidade de execução aumenta para alguns, por vezes é a lentidão que se trabalha. Os musculos tornam-se expessos de início, depois estabilisam-se. Os musculos não estão secos, o corpo não é o de um desportista. Nós podemos descrever tês tipos de exercícios principais:
- O trabalho da velocidade,
- O trabalho de técnica
- O trabalho da potência
Para a velocidade, é claro que o trabalho sobre a distensão do corpo e do espírito é prioritário. É habitual de “aldrabar” os execícios de coordinação, no entanto é o segredo de velocidade. A velocidade exige de ir rápidamente de um ponto a um outro. O relachamanto pode compensar o esquerdismo. Nós devemos ter uma ligação intima entre o que queremos fazer e o que nós realizamos.
Esta ligação interna é o sub-producto de um corpo coordenado. Estes exercícios são difíceis e dolorosos, eles contribuem a reforçar o corpo. Nós podemos distinguir vários tipos de velocidade a trabalhar: Velocidade de acção, velocidade de deslocação, velocidade de reacção,velocidade de decisão, velocidade de antecipação e velocidade de perception.
As técnicas marciais estão ao centro do trabalho a dois. Sozinho o praticante vai preparar o seu corpo mas durante os cursos, ele vai treinar-se ás técnicas com um parceiro.No trabalho a dois, os golpes trocam-se numa aceitação e em limites que dependem do seu empenho e do seu objectivo. Aqueles que trabalham na idéia de estar em melhor saúde podem provar as artes do combate sem ir até ás profunduras desta discipline. Para aqueles que que ecolhem a voz do gerreiro, no respeito do seu corpo, é necessário “testar” o que aprendemos. É sem dúvida o treino mais útil, mas também o mais difícil. Ele inclui todas as facetas da prática, é o momento em que se vai confrontar ao receio e verificar a sua “presença”. Nós podemos distinguir três etapas que vão construir os gestos “justos”: uma preparação geral que se ocupe das qualidades necessárias para adquirir as técnicas (motivação, atenção, laterisação, capacidade de aprendizagem...), uma preparação específica dos gestos num alvo definido (paradas, deslocações, distâncias, impacto...) e uma base de desenvolvimento polivalente onde a prioridade é dada ao alargamento da capacidade de coordenação. Os bloqueios na aprendizagem de técnicas vêm muitas vezes da coordenação da base que é demasiado restrida.
A potência é desenvolvida de uma maneira prioritária nos estilos de combate. Que ela seja para a defesa ou para o ataque que seja para enrolar ou para quebrar a força adversa, é necessário a potência. Os exercícios de potência são absolutamente necessários para uma confrontation física. Todos os exercícios fazem-se numa distensão muscular total, ou pelo menos da maneira a mais relachada possível.Não há tensão nos exercícios internos da nossa escola, uma tomada de consciência sem contracção. Os tipos de força trabalhados são:
- A força maxima (possibilidade de unir todo o corpo para uma força global,
- A força explosiva (capacidade de realisar o maior crescimento de força num tempo o mais curto possível),
- A força inicial (capacidade de força explosiva au inicio da contracção muscular),
- A força velocidade (possibilidade neuro-muscular de sobrepôr as resistências com a maior velocidade de reacção possível)
Coordinação : gerir o imprevisível
A capacidade de coordinação é un processo de conhecimento de gesto e do movimento que permite de realisar as acções justas em situações previsíveis (esteriotipos) ou imprevisíveis (adaptação). A coordinação não é habilidade. A habilidade refere-se a actos concretos e parcialmente automatisados que não têm leberdade própria, são gestos esterotipados. Poe exemplo, un Karateka muito bon poderá bloquear com brio os ataques poderosos por parte de un outro kareteka de muito bon nível. Ele conhece os gestos precisos e próprios ao seu estilo e conhece as paradas (habilidade). Esse mesmo bom particante de karaté pode encontrar-se em dificuldade en frente de um bom “murro de vadio”, enviada de qualquer maneira por um tinhoso. Ele está fora do quadro dos gestos que conhece e a sua habilidadedeve adaptar-se ajudado pela sua coordinação para corresponder au desconhecido
A coordinação alimenta-se e desenvolve-se de toda uma série de capacidades
- Dissociação e união do corpo,
- Capacidade de análise,
- Equilíbrio,
- Sentido do espaço,
- Ritmicidade,
- Reatividade,
- Adaptação,
A dissociação e união do corpo são uma necessidade para atingir a força maximal. Para o chi kung, as artes de combate e a vida quotidiana, é benéfico trabalhar com todo o corpo sobre um esforço. Esse esforço porque ele é repartido sobre o conjunto da estrutura, não sera “difícil”. O desgaste energético é minimo e a distensão maxima. De mesmo, numa acção que só pede uma parte da estrutura é inutil de arrastar uma contracção no conjunto do corpo. Para isso, uma escuta do sistéma interno permite de identificar e de utilisar o que deve ser sem estressar o resto do corpo/espírito. Todo o corpo vai ir numa coerência que simplifica a acção. Por experiência, nós veremos que é mais fácilna aprendizagem de dissociar para unir en vez do contrário.
A capacidade de análise é uma harmonisação entre as diferentes fases do movimento e os movimentos das diferentes partes do corpo. Esta harmonisação se traduz por uma grande precisão e uma grande economiana execução domovimento. Quanto maior é a distensão e mais nós podemos escutar e ouvir o corpo na óptica de um gesto perfeitamente de acordo com a nossa intenção.
O equilíbrio é uma capacidade complexa que compreende vários tipos
- O equilibrio estático (alinhamento),
- O equlibrio dinâmico em translação (linha direita),
- O equilibrio dinâmico em rotação (circulos e curvas).
Não sómente o equilibrio permite de poder realisar os treinos numa distensão profunda mas é também o segredo da perenidade da prática.
Efetivamente mais o equilíbrio está profundamente ancorado en nós e menos nós seremos confrontados a uma deterioração de nosso nível técnico e gestual. O principio de equilibrio é um dos grandes principios do nosso sistéma.
O “sentido do espaço” permite de determinar e de modificar a sua posição e os seus movimentos no espaço e no tempo. Isso faz-se em função de um campo de acção (dojo, local, ring, metro) e os objectos no campo da acção, (móvel, adversário, testemunha). O sentido do espaço está ligado à visão, e mais particularmente á visão periférica, e á propriocepção (sensação de si no espaçogerido pela knestésia, o tocar). Ela permite de avaliar a distância e a evolução do gesto no tempo e no espaço. O sentido do tempo é o que se chama o “timing”, é um elemento determinante no sucesso da acção.
O que se entende por ritmicidade é a capacidade á colher um ritmo determinado pelo exterior e de reproduzi-lo ao idêntico ou mudá-lo seguindo um esquema interno. Compreender o ritmo do seu adversário permite perturbá-lo, aliás criar um ritmo permite igualmente de se posicionar para um gesto justo. A distensão é necessária para uma actividade imediata, em resposta com o instante da percepção. Uma tensão produz um tempo que desincronisa a acção.
A reacção permite de intervir mais rápidamente possível sobre um dado sinal. Numa pega de escolha consciente, nós devemos ter o tempo o mais curto possível entre a percepção desta vontade e a ação ela mesma. Na acção, nós devemos poder unir mais qualidades possíveis: força, velocidade...
É possível que um praticante tenha todas as qualidades requeridas mas não a reactividade desenvolvida: ele é por consequente incapaz de agir em resposta aos estimulis externos. Esta qualidade é uma das mais importantes, ela está ligada ao trabalho de coordinação.
A adaptação é a capacidade de transformar a acção motora em curso de execução para a adaptar a uma nova situação ou persegui-la sob uma forma diferente. Essa “mudança” na acção deve-se estar distendido mas firme para poder guardar as qualidades de força e de velocidade do gesto de origem. A adaptação está estreitamente ligada ás capacidades de reacção e de antecipação que influenciam de maneira determinante.
O trabalho de desenvolvimento da coordinação faz-se sobre três componentes maiores que influenciam e determinam as capacidades das quais acabámos de falar. Nós temos então:
- O contrôle motor (distinguir a sua direita da sua esquerda, o alto e o baixo)
- A capacidade de aprendizagem (pôr a direita na frenta da esquerda, seguindo o exemplo)
- A adaptação motora (invertir, unir ou modificar uma acção conhecida).
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