terça-feira, 28 de maio de 2013

Distensão : O gesto explicado

Distensão ou molesa

É muito importante não confundir distenso e mol. Nas artes de combate internas, nós devemos adquirir uma certa força (porque não fazemos costura nem ping pong), mas sem tensão muscular. Os praticantes devem passar por uma força “real’ e manifestada antes de poder “digerir” esta força e torná-la suave (tanto que possa sê-lo un golpe). A idéia dum golpe interno, penetrante ou vibrante, é suave para aquele que o dá, não para aquele que o recebe. 

Como definir esta diferença entre “distendido” e “mole”?

Distensão : acção de distender


A distensão muscular trás cinco interesses directos para todo o praticante :

- A disponibilidade do musculo para uma utilisação imediata duma acção voluntária (velocidade),
- Uma utilisação minimal dos musculos antagonistas que travam a acção (potência),
- Uma recuperação optimal dos esforços musculares (recuperação),
- Uma economia de movimento que reduz o consumo de energia (resistência),
- Uma possibilidade de “fazer passar a força” (penetração)

 O estágio de « Xin yi », a « forma de pensamento », é a possibildade de fazer o que se quer fazer e de compreender o que se faz. Nós vamos crear uma ligação entre o nosso corpo e o nosso espírito, o que vai trazer a possibilidade de agir sem ser paralisado pelos nossos pensamentos compulsivos. O invès, quer dizer ter um espírito calmo e disponível, é igualmente necessário... mas não é o sujeito deste texto.

 O músculo contraído deve distender-se antes de estar disponível para uma nova acção. Et distender esse musculo necessita um prazo na acção que abranda a mesma. No entanto, se esperamos uma distensão optima, o musculo está sempre disponível para a acção. Isso permite-nos de obter uma maior capacidade de alongamento e de contracção dos musculos, tendões e ligamentos que perticipam no movimento: adquirimos mais velocidade.

Apesar da distensão muscular, todo o movimento induz uma acção protectora dos musclos antagonistas. Esses musculos protégem as articulações de movimento bruscos que poderiam magoá-los. Numa acção de punho em frente por exemplo, se nós não olhamos senão o braço e o ante-braço, nos apercebemos que o tricepço é abrandado pelo bicepço. Se o bicepço está tenso, muito contraído, ele abranda a acção do soco. Estando distenso, a velocidade e a potência são aumentadas (sabendo-se que para fazê-lo, os tendões devem estar reforçados);

Os treinos repetidos podem fatigar os musculos. Os exercícios específicos “pucham” pelas cadeias musculares. Nos dois casos, se uma tensão existe, ela irá contra o resultado procurado.

 As explosões de movimentos breves, que são desejáveis nas artes do combate, são repetições de esforço “anaéróbia” . Isto quer dizer que o musculo não pode tirar os recursos pela via oxydativa (oxigénio). Por todas essas razões, a descontracção é importante, graças á distensão muscular a continuação do trabalho no esforço faz-se mais fácilmente, com uma produção reduzida de “desperdícios” bioquímicos (evitando as feridas, a tetânia muscular e as curbaturas)

Os musculos antagonistas quase não se contractam, os musculos para a acção estando livres de tensão até á sua utilisação e a recupreção de ciclos em ciclos fazendo-se fácilmente, nós consumimos menos energia. Esta energia interna sera em consquência disponível em caso de urgência. A demais, toda a acção prolongada e “forçada” desenrola-se nas mekhores condições. O nosso corpo/máquina fica en melhor estado mais tempo.

A força penetrante, a força vibratória, e todas as “pequenas gouleseimas” das artes internas pedem uma distensão para “atravessar o corpo”. Nós não exploraremos hoje este assunto complexo. 

É necessário notar que toda a gente, chineses do passado e fisiologistas de hoje, acordam-se para dizer que uma musculatura contraída vai da par com uma certa tensão psiquica e inversamente.  A distensão muscular não provoca únicamente uma disponibilidade do corpo, mas também uma forma de psicoregulação.

Molesa :  ”Que céde fácilmente á pressão” 


Por excelência, nós não devemos ceder à pressão. Numa visão “new age” des artes marciais intrenas, as pessoas têm tendência a transformar-se em moles. Do mesmo elas basculam muitas vezes numa sensação “fantasmática” da energia. Nessa descontração ilusória, o praticante “new age” esquece muitas vezes que um golpe relèva do nivel da realidade, falta-lhe então a força “real et distendida” para se adaptar e evitar um arranque prematuro para o “outro lado”. É-lhe mais sábio de não praticar nada en vez de estar em ilusões perigosas

Trabalho sem tensão Muscular


Todos os exercícios de reforço, todas as técnicas, devem fazer-se sem tensão muscular. Isto dito não é questão para ser mole ou mesmo dócil. Trata-se aqui de artes de combate que pedem que se ponha fora de estado de prejudicar os assaltantes eventuais. Num treino realista e bem concebido, os praticantes vão muitas vezes suficientemente longe na exploração das diferentes dores ligadas aos golpes internos. É um processo doloroso e muitas vezes amargo, mas isso deve fazer-se numa descontracção a mais tital possível. É de admirar e por vezes incrível, ver os estragos que um golpe relachado, mas não mole pode provocar.

Trabalho repetido : Musculatura ” ténua mas não mole”


No trabalho quotidiano sério na sua arte, a musculatura vai desenvolver-se. Isso não será uma musculação similar áquela dos culturistas. Os musculos estão sempre distensos mas tónicos. O volume vai determinar-se conforme o corpo a e a frequência da práctica. Na minha escola guarda-se a massa muscular até aos 45 anos, para a deixar descrecer a pouco e pouco até as seus últimos anos. Se estamos num momento intenso de trabalho dos exercícios, nós vamos ganhar massa muscular comprida e distensa. O contacto desses musculos é muito similar á borracha, tenra mas incompressível. Se nos treinamos todos os dias correctamente, não é possível ser-se “sem musculos” ou “fraco”. 

Os exercícios de reforço: sem tensão


Os exercícios repétem-se longamente sem tensão, nunca. A velocidade de execução aumenta para alguns, por vezes é a lentidão que se trabalha. Os musculos tornam-se expessos de início, depois estabilisam-se. Os musculos não estão secos, o corpo não é o de um desportista. Nós podemos descrever tês tipos de exercícios principais:

- O trabalho da velocidade,
- O trabalho de técnica
- O trabalho da potência

 Para a velocidade, é claro que o trabalho sobre a distensão do corpo e do espírito é prioritário. É habitual de “aldrabar” os execícios de coordinação, no entanto é o segredo de velocidade. A velocidade exige de ir rápidamente de um ponto a um outro. O relachamanto pode compensar o esquerdismo. Nós devemos ter uma ligação intima entre o que queremos fazer e o que nós realizamos.

Esta ligação interna é o sub-producto de um corpo coordenado. Estes exercícios são difíceis e dolorosos, eles contribuem a reforçar o corpo. Nós podemos distinguir vários tipos de velocidade a trabalhar: Velocidade de acção, velocidade de deslocação, velocidade de reacção,velocidade de decisão, velocidade de antecipação e velocidade de perception.

 As técnicas marciais estão ao centro do trabalho a dois. Sozinho o praticante vai preparar o seu corpo mas durante os cursos, ele vai treinar-se ás técnicas com um parceiro.No trabalho a dois, os golpes trocam-se numa aceitação e em limites que dependem do seu empenho e do seu objectivo. Aqueles que trabalham na idéia de estar em melhor saúde podem provar as artes do combate sem ir até ás profunduras desta discipline. Para aqueles que que ecolhem a voz do gerreiro, no respeito do seu corpo, é necessário “testar” o que aprendemos. É sem dúvida o treino mais útil, mas também o mais difícil. Ele inclui todas as facetas da prática, é o momento em que se vai confrontar ao receio e verificar a sua “presença”. Nós podemos distinguir três etapas que vão construir os gestos “justos”: uma preparação geral que se ocupe das qualidades necessárias para adquirir as técnicas (motivação, atenção, laterisação, capacidade de aprendizagem...), uma preparação específica dos gestos num alvo definido (paradas, deslocações, distâncias, impacto...) e uma base de desenvolvimento polivalente onde a prioridade é dada ao alargamento da capacidade de coordenação. Os bloqueios na aprendizagem de técnicas vêm muitas vezes da coordenação da base que é demasiado restrida.                                               

 A potência é desenvolvida de uma maneira prioritária nos estilos de combate. Que ela seja para a defesa ou para o ataque que seja para enrolar ou para quebrar a força adversa, é necessário a potência. Os exercícios de potência são absolutamente necessários para uma confrontation física. Todos os exercícios fazem-se numa distensão muscular total, ou pelo menos da maneira a mais relachada possível.Não há tensão nos exercícios internos da nossa escola, uma tomada de consciência sem contracção. Os tipos de força trabalhados são: 

- A força maxima (possibilidade de unir todo o corpo para uma força global,
- A força explosiva (capacidade de realisar o maior crescimento de força num tempo o mais curto possível),
- A força inicial (capacidade de força explosiva au inicio da contracção muscular),
- A força velocidade (possibilidade neuro-muscular de sobrepôr as resistências com a maior velocidade de reacção possível)

Coordinação : gerir o imprevisível


A capacidade de coordinação é un processo de conhecimento de gesto e do movimento que permite de realisar as acções justas em situações previsíveis (esteriotipos) ou imprevisíveis (adaptação). A coordinação não é habilidade. A habilidade refere-se a actos concretos e parcialmente automatisados que não têm leberdade própria, são gestos esterotipados. Poe exemplo, un Karateka muito bon poderá bloquear com brio os ataques poderosos por parte de un outro kareteka de muito bon nível. Ele conhece os gestos precisos e próprios ao seu estilo e conhece as paradas (habilidade). Esse mesmo bom particante de karaté pode encontrar-se em dificuldade en frente de um bom “murro de vadio”, enviada de qualquer maneira por um tinhoso. Ele está fora do quadro dos gestos que conhece e a sua habilidadedeve adaptar-se ajudado pela sua coordinação para corresponder au desconhecido

A coordinação alimenta-se e desenvolve-se de toda uma série de capacidades

- Dissociação e união do corpo,
- Capacidade de análise,
- Equilíbrio,
- Sentido do espaço,
- Ritmicidade,
- Reatividade,
- Adaptação,

 A dissociação e união do corpo são uma necessidade para atingir a força maximal. Para o chi kung, as artes de combate e a vida quotidiana, é benéfico trabalhar com todo o corpo sobre um esforço. Esse esforço porque ele é repartido sobre o conjunto da estrutura, não sera “difícil”. O desgaste energético é minimo e a distensão maxima. De mesmo, numa acção que só pede uma parte da estrutura é inutil de arrastar uma contracção no conjunto do corpo. Para isso, uma escuta do sistéma interno permite de identificar e de utilisar o que deve ser sem estressar o resto do corpo/espírito. Todo o corpo vai ir numa coerência que simplifica a acção. Por experiência, nós veremos que é mais fácilna aprendizagem de dissociar para unir en vez do contrário.     

A capacidade de análise é uma harmonisação entre as diferentes fases do movimento e os movimentos das diferentes partes do corpo. Esta harmonisação se traduz por uma grande precisão e uma grande economiana execução domovimento. Quanto maior é a distensão e mais nós podemos escutar e ouvir o corpo na óptica de um gesto perfeitamente de acordo com a nossa intenção. 

 O equilíbrio é uma capacidade complexa que compreende vários tipos

- O equilibrio estático (alinhamento),
- O equlibrio dinâmico em translação (linha direita),
- O equilibrio dinâmico em rotação (circulos e curvas).

Não sómente o equilibrio permite de poder realisar os treinos numa distensão profunda mas é também o segredo da perenidade da prática.

Efetivamente mais o equilíbrio está profundamente ancorado en nós e menos nós seremos confrontados a uma deterioração de nosso nível técnico e gestual. O principio de equilibrio é um dos grandes principios do nosso sistéma.

O  “sentido do espaço” permite de determinar e de modificar a sua posição e os seus movimentos no espaço e no tempo. Isso faz-se em função de um campo de acção (dojo, local, ring, metro) e os objectos no campo da acção, (móvel, adversário, testemunha). O sentido do espaço está ligado à visão, e mais particularmente á visão periférica, e á propriocepção (sensação de si no espaçogerido pela knestésia, o tocar). Ela permite de avaliar a distância e a evolução do gesto no tempo e no espaço. O sentido do tempo é o que se chama o “timing”, é um elemento determinante no sucesso da acção.

 O que se entende por ritmicidade é a capacidade á colher um ritmo determinado pelo exterior e de reproduzi-lo ao idêntico ou mudá-lo seguindo um esquema interno. Compreender o ritmo do seu adversário permite perturbá-lo, aliás criar um ritmo permite igualmente de se posicionar para um gesto justo. A distensão é necessária para uma actividade imediata, em resposta com o instante da percepção. Uma tensão produz um tempo que desincronisa a acção. 

 A reacção permite de intervir mais rápidamente possível sobre um dado sinal. Numa pega de escolha consciente, nós devemos ter o tempo o mais curto possível entre a percepção desta vontade e a ação ela mesma. Na acção, nós devemos poder unir mais qualidades possíveis: força, velocidade...

 É possível que um praticante tenha todas as qualidades requeridas mas não a reactividade desenvolvida: ele é por consequente incapaz de agir em resposta aos estimulis externos. Esta qualidade é uma das mais importantes, ela está ligada ao trabalho de coordinação.

A adaptação é a capacidade de transformar a acção motora em curso de execução para a adaptar a uma nova situação ou persegui-la sob uma forma diferente. Essa “mudança” na acção deve-se estar distendido mas firme para poder guardar as qualidades de força e de velocidade do gesto de origem. A adaptação está estreitamente ligada ás capacidades de reacção e de antecipação que influenciam de maneira determinante.

 O trabalho de desenvolvimento da coordinação faz-se sobre três componentes maiores que influenciam e determinam as capacidades das quais acabámos de falar. Nós temos então:

- O contrôle motor (distinguir a sua direita da sua esquerda, o alto e o baixo)
- A capacidade de aprendizagem (pôr a direita na frenta da esquerda, seguindo o exemplo)
- A adaptação motora (invertir, unir ou modificar uma acção conhecida).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A não confundir

A idéia que vamos desenvolver aqui é a declinar por todos os aspectos das artes taoistas que nós particamos ou seja :
- Medecina Chinesa
- Artes de combate
- Meditação
- Chi Kung

Esta idéia simples da Essência mesmo da nossa escola. Muitos estilos que se disem Taoistas não têm esse conceito, ou então, ele foi esquecido há já muito tempo. É suficientemente simples á enunciar e no entanto isso pode mudar tudo na sua practica quotidiana, é a diferença entre uma disciplina viva e uma disciplina morta. 

 “Não confundir a Essência da prática e os exercícios que desenvolvem as qualidades desta prática”

É muito dificil compreender esta idéia sem passar por exemplos, nós vamos então desenvolver.

Na aprendizagem da medecina chinesa, o estudante vai aprender as teorias, os exemplos e alguns casos clinicos. Ele terá também certamente a sorte de tabalhar com um acuponctor confirmado, o que permitirá de estudar as teorias em aplicação. Ele tornar-se-á num praticante ùnicamente em compreendendo o que aprendeu, ele é capaz de aplicar as teorias próprias a cada caso, se não ele ficará sempre ao nível de principiante (talvez durante a sua vida inteira). Adaptar-se ao caso do paciente tem um ar evidente no entanto, ainda hoje, existem acuponctores que aplicam receitas sem especificações particulares conformes aos pacientes.

O estudante aprende o Alfabeto com as teorias, as palavras com as receitas e algumas frases simples com casos clínicos estudados. Quanto a saber escrever os textos inteiros, ou da poesia, é tudo outra coisa!

A prática da medecina chinesa apoia-se nos exercícios aprendidos, mas ela não é sómente isso. Há então uma diferença entre os dois. O acto de tratar não deve ser únicamente uma aplicação sem análise dos métodos de tratamento, mas uma arte á parte inteira, que se adapta á “pessoa única” que temos na nossa frente: o paciente.

Por experiência, veremos que nenhuma receita funciona a 100 %. De facto as técnicas de tratamento não foram se não uma etapa necessária á aprendizagem, não é um molde rígido que utilisamos para todos os tipos de bolos. Para tratar um paciente, devemos referir-nos a esses conhecimentos para encontrar como tratar tentando não fecharmo-nos em casos de estudados que nem sempre são adaptados. É uma pesquisa de creatividade nos limites da ciência. Não é preciso inventar mas também não é preciso copiar.

Finalmente, a prática é suficientemente distanciada daquilo que aprendemos e modifica-se conforme o contexto no qual nos encontramos ; não trataremos na China como no Ocidente.
Para as artes de combate, é ainda mais evidente; os métodos de treino desenvolvem os atributos necessários ao combate, as formas dão uma idéia sobre a maneira de mover-se e de exprimir a força, as técnicas a dois aplicam os conceitos de combate. Podemos igualmente aprender a utilisar armas vindas de diferentes estilos para reforçar a sua pratica e para dirigir a intenção para além do seu próprio corpo.

Para combater, serviremo-nos de tudo isso, mas de maneira livre mudando conforme a situação.

Se para o combate procuramos seguir uma forma precisa ou uma técnica particular, temos a desfeita garantida.Não podemos intelectualisar senão no treino, durante o combate é de facto outra coisa, encontramo-nos limite a reagir simplesmente.A reacção torna-se então o fruto de todo o treino mas sem ser similar a este mesmo; da mesma maneira que o fruto não tem nada a ver exteriormente com a árvore da qual ele sai. Em cada golpe trocado durante a confrontação física, todos os exercícios efectuados permitirão de ser mais preciso no caos da batalha. Todas as formas e os exercícios de enraizamento vão ajudar a ser mais forte, mas o combate real é qualquer coisa á parte que parece estranho á sua pratica quotidiana.
Podemos ver a relação entre treino e realidade do combate, tentar tornar os dois o mais similares possivel, mas é necessário não confundir. No entanto podemos desenvolver técnicas em relação com as fraquesas do combate.

Num certo número de praticas de combate, existe ainda o fantasma da aplicação de técnicas aprendidas… É muitas vezes perigoso. A espontaneidade do combate, o caos desses momentos sem limite, necessitam um treino que corresponde a esse estado. Uma forma pratice demasiado estrita, sem abertura nem conexão ao seu instinto, que procura a fechar o praticante, não pode ter êxito. Todo o estilo eficaz deve desenvolver a libertação e a criatividade. Quanto mais existe a confusão entre o treino ás artes do combate e au realidade do mesmo, mais o praticante estará longe da realidade.

No que diz respeito ao chi kung é evidentemente a mesma coisa
As visualisações e as imagens utilizadas no início do treino são feitas para criar uma energia com a qual queremos trabalhar. Mas depois de um certo tempo, é necessário procurar diretamente a energia sem passar pela visualisação.Nas práticas da nossa escola, nós não temos nenhuma visualisação. Desde o início, nós ficamos nas experiências Kinestésicas, em movimento. A procura da experiencia da energia faz-se pelos sentidos, não pelo intelecto. Desta maneira, apreciamos a sensação de energia e construimos a nossa própria verdade. As palavras estão ausentes desta relação e o guia, ou professor, não dá outras maneiras de provar sem descrever o arôma. Assim, confiante das suas experiências pessoais, e guiado por aquele que viveu isso antes, o aluno compreende pela ação.

Mas a confusão das práticas de experimentação e do chi kung ele mesmo esta fonte de problemas : o conhecimento da energia e pola em acção espontânea não deve ficar fechado numa prática fixa. Os “chi kung” aprendidos devem ser esquecidos e o natural deve ser a lei. O chi kung é na trocada energia entre o   exterior e o interior do corpo, mas também a maneira de « rafinar »a sua própria energia. As práticas fixadas dão uma estrada simples e directa para « sentir »,mas elas não sõ só isso. Não é necessário tornar-se prisoneiro delas.O chi kung é simples, é necessário deixá-lo como tal, ainda uma vez, é suficiente de trabalharo que está adquirido e reviver o inato. Graça ao chi kung vamos procurar produzir a energia, não é para desperdiçá-la com criações mentais... O chi kung deverá também tornar-se uma prática sem forma, senão ele ficará a um nível fraco.

Através destes exemplos pode-se então compreender que as técnicas devem ser bem escolhidas para não perder tempo e que a sua prática deve tornar-se pessoal para ser eficaz
A meditação torna-se uma prática simple e sem técnica, como o combate. As técnicas de meditação permitem de “condicionar” o espírito de domesticá-lo conhecendo-o melhor. Como un jovém macaco selvagem, o espírito não pode “comandar-se” ou ser controlado. É necessário trazer sugestões e compromissos que vão fusionar a nossa vontade e o nosso shen (espírito). Quando esta liberdade de acção do espírito está presente é preciso parar com as técnicas e sómente meditar. A meditação não é explicável é um modo de tocar tudo o que não se explica,tudo o que se não ensina mas se vive.

As técnicas são as portas para entrar nesta percepção. Seria pena de ficar á porta se podemos lá entrar... Aprendei as técnicas e a seguir aproveitai a experiência, deixai a porta.
Para concluir, eu diria que é necessário reflétir na sua prática para não exercer dezenas de coisas inúteis mas os métodos de treino claros, adaptados ao caso. Fazer escolhas simples para orientar o seu trabalho para estes, sem se dispersar em preocupações ilusórias e sem fundamentos.

E bem entendido, não confundir esses métodos e a prátical ele mesmo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A forma do fundo

Para compreender o objeto desta discussão é bon lembrar alguns conceitos simplesda métafisica Taoista.

O yang volátil e imaterial, não pode ficar estáve numa manifestação (como o corpo humano) que se o yin, estrutural e material, é proporcionalmente presente: por grosso eu não posso por num balde (yin) senão o volume de líquido (yang) que entra nesse espaço. Um yin fraco ou restrido só permite pouco yang estável : o corpo (yin) deve então ser trabalhado para ter a energia (yang).

O estrutural (yin) não deve ter fugas para que o yang (funcional) esteja no máximo do seu potencial. O físico (yin) tem o espírito (yang): a essencia (yin) é a raiz do espirito (yang).

É dito num texto do 4° século que a forma interna não se trabalha, ela depende únicamente do trabalho da forma externa : a energia é abundante quando a forma é adaptada.

Nós damos uma importância absolutamente equitável entre três facetas da nossa encarnação humana : o físico, o sopro e o espírito (jing,qi e shen) : É uma verdadeira especificidade das artes taoistas e do pensamento chinês.

Para desenvolver a força do espírito : é necessário ter eliminado os limites e os bloqueios da forma física, se não estes serão as razões da estagnação da nossa prática. A capacidade a desenvolver e guardar a energia (o sopro) gerados durante os exercícios depende directamente de estado de força do enraízamento e relaxamento do nosso corpo..... O yin é a raiz do yang.

Para se assegurar disso, aconselham-nos de trabalhar a forma a um tal nível que o fundo está presente: as qualidades da forma física permite-vos as qualidades da função energética.

O que é que isso quer dizer en versão simples ?

A forma do meu corpo deve ser conduzida para a perfeição e esta busca garante-me uma energia abundante. Os movimentos físicos devem ser trabalhados numa busca contínua de força, de enraízamento e de relaxamento para poder acolher a força interna, a força do qi. Os meus movimentos e as minhas formas devem ser belos e devem dar uma impressão de força nos meus gestos!

E porque é bon trabalhar as formas complexas e detalhadas : é mais fácil de corrigir e de conceber os seus defeitos. Quando eu trabalho uma forma de corpo muito despojado ou mesmo de posições estáticas, é difícil de ver o que não está bem: essas formas de trabalho serão ideais quando o nível da prática é já elevado. E em geral, aqueles que têm mais trabalho a fornecer sobre as suas formas de corpo são aqueles que rescolhem uma forma simplificada: eles podem assim ignorar os seus defeitos.

O trabalho das formas de taijiquan ou de Baguazhang são ideais para se corrigir e conceber as suas imperfeições : é só olhar-se para as ver : O trabalho das formas antiguas (daxuan) ou ainda as posições estáticas não o permitem: é mais fácil de não progredir e de ficar numa mediocridade confortável.

 
En compensação depois duma maestria das qualidades físicas, o trabalho das formas complexas é um travão ao trabalho energético. Para evoluir sempre e poder corrigir-se sem esforço, ver os seus defeitos todos os dias, é importante guardar um trabalho das formas complexas: o melhoramento constante da forma do seu corpo contínua e estável.

O yin sublime permitirá um yang que se guarda : os exercícios quotidianos serão fonte duma grande vitalidade que se conservará no corpo trabalhado

Para poder progredir, para corrigir o seu yin é importante ver os seus defeitos e as formas complexas
(taijiquan,baguazhang, boxe da agua…) permitem isso.
É possivel também esconder-se por trás das formas avançadas e assim não ir a lado nenhum.

Na perfeição do externo dominado reside a raiz da vida interior
E tudo

Seria necessário tentar ser feliz pelo menos para dar o exemplo

Prevert tinha razão

A via espiritual tem uma só finalidade : encontrar a verdadeira felicidade na descuberta da nossa natureza e de acordo com o nosso mundo.A felicidade só pode vir do interior, desses vasios cheios por uma contínua e complète introspecção.

Nós devemos estudar cada aspeto da nossa natureza, olhar com precisão os nossos funcionamentos, pousar com firmesa os nossos valores entrando no nosso mundo para o arrastar na nossa evolução

O trabalho do nosso corpo para que ele nos sustente durante a nossa vida, procura reforçar-nos, enraizar-nos no mundo a permitir-nos uma vida simples e fluida

O trabalho do nosso sopro permite-nos de adquerir mais vitalidade para viver bem estar-mos disponíveis para a nossa vida e ás pessoas que a preenchem.

O trabalho energètico dá-nos a possibilidade comunicar com o nosso universo, de realizar uma troca em cada sopro com as forças do nosso mundo

O trabalho emocional dá-nos uma estabilidade que nos torna disponíveis á nossa vida e aos outros, uma estabilidade que nos permite de apaziguar as tensões do nosso quotidiano.

O trabalho do espirito é uma via real da espitualidade,um ensino que nos aprende os funcionamentos do nosso ego e do nosso mental, uma porta possível para “aquele que somos verdadeiramente”.

O conjunto desse trabalho, dessa via, está aí únicamente para tornar-nos « o ser humano ideal que nós podemos ser ». Nos aproximar desse ideal, o trabalho de desenvolvimento e de evolução, trás-nos a verdadeira felicidade, esta alegria profunda que é inerente á nossa verdadeira natureza.

Nos vivemos uma época extraordinária onde pela primeira vez desde o inicio da humanidade, todas as tradições e todos os ensinos espirituais estão à nossa disposição nos devemos-nos de honrar esta sorte pela nossa procura pessoal e os nossos esforços para tornamo-nos seres humanos realizados.

Toda a gente pode ver que hoje nós não podemos mais ignorar a nossa necessidade de espiritualidade, mesmo se este reside numa filosofia de vida ou uma morale civil. A religião é uma opção, nós podemos escolher a maneira de celebrar e dar graças à vida, mas nós devemos realizar que não podemos ignorar a parte espiritual que está en nós.

A felicidade está ao nosso alcance e nada nos impede de a atingir. Mas é-nos necessário realizar alguns esforços.

Esta procura permite-nos um comportamento adequado com as pessoas á nossa volta, com a nossa família e dá-nos a possibilidade de fazer verdadeiras escolhas na nossa vida :esta procura pode ainda ser um caminho de filosofia ou de moral, mas nós devemos tomar esse caminho. Voltaire dizia-nos também “ é educado ser feliz” e é uma realidade para o mundo que nos rodeia: a nossa alegria modela un mundo apaziguado e agradável, enquanto que as queixas e choriminguisses apodressem o nosso universo.

Vamos juntos para um mundo onde a evolução pessoal e individual é o molde da mudança global e profunda, nós somos responsáveis desse mundo e do nele se passa, nós devemos participar todos.

A Via é um plano preciso do que é preciso fazer, na acção e a realidade, depois de ter escolhido o seu nível de participação. Ide para Via, uma tradição filosófica ou uma espiritualidade, procurai e encontrai, não deixeis escapar a vossa vida. Para aqueles que estão já nesse andar, é tempo de fazer mais, de saber tomar opções e de ocupar-se do que se passa ao nosso redor.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Do ut des!


O que é que promete a Prática ? E o que é que podemos esperar dela?

Esta pergunta não é boa. A pergunta é: "O que estamos dispostos a dar a Via, em tempo e esforços, para a nossa evolução? "

O que dá a Via, assim como uma colheita justa, é o que foi semeado no início.

Não é preciso de pedir sem dar e a Via é um exemplo sem compromisso: é pelas nossas ações, em diferentes níveis, que o retorno vai ser e que nossa evolução seguirá. Quanto mais sagrada e importante é a nossa prática, mas sagrado e importante é o retorno.

Quant mais proeminente é a Via na nossa vida, mas proeminentes serão os benefícios.

É inútil pensar que falar sobre um assunto pode trazer qualquer transformação, só pode vir pela relação directa ao mundo, de passar o conceito no Yin, para atuar e fazer.

Não pergunte o que é que a Via pode fazer por você, mas o que você pode fazer para a Via (;))

É por isso que todas as práticas (reais e antigas) são benéficas porque todas as Vias conduzem a mesma finalidade (por caminhos mais ou menos acessíveis).

Faça com que a sua prática seja importante, sacrifique-lhe tempo e esforço,... e o retorno é incrível ... Magico diria!

Existem efectivamente segredos, mas estão na sua frente, aqui mesmo: só pedem ser iluminados pelo seu empenho, a sua honestidade e sua sinceridade.

Ainda hoje, um aluno percebeu um conceito importante que aprendeu há mais de 8 anos ...

Nós não sabemos exatamente o que é o empenho e abandono na Via, até hoje esta mal visto.

Mas o que podemos esperar de uma tradição em que temos dúvida ou um ensino que levanta questões de mais?

É importante para testar, passar algum tempo verificando se isso nos convém, mas depois jà não é o tempo para tergiversar, ou especular ... devemos mergulhar, aprender e deixar que as mudanças acontecem.

Nós podemos fazer um pouco de tudo e querer criar o nosso próprio estilo, a nossa propria maneira de fazer….mas a sério, o que é que nós vamos conseguir durante toda a vida em comparação com as antigas tradições?

Um pouco de humildade de qualquer maneira!

São algumas pistas de reflexão para o verão ...

Paradoxo inevitável...


- "Porquê praticar? "-" Por que devo praticar? , "-" O que pode trazer-me a prática? "

Esta forma de pôr a questão, assim como preguntamos o que nos trará o novo produto de regime ou tal par de sapatos novos, não é a boa maneira. O desejo, a expectativa, ou projeção no sucesso da nossa prática, o objectivo que nos fixamos a nós mesmos, ou a necessidade que procuramos preencher tudo isso é o que a prática vai acalmar o que o treino vai eliminar.

A espera de "ganhar" alguma coisa, adquirir ou alcançar algo vai trazer uma decepção inevitável:a prática nunca dá o que esperamos.

A prática procura libertar-nos da necessidade de adquirir ou obter, a formação quer para chegar a uma percepção da realidade que nos liberta de nossas falsas necessidades.

A prática vai procurar-nos a única e verdadeira paz possível, a única verdadeira via para a felicidade: a Via vai oferecer-nos a oportunidade de sermos felizes com nós mesmos, uma alegria que vem de dentro e não de fora.

Esta realização, que vem do interior, não pode encontrar satisfação numa projeção externa, numa espera no tempo ou uma mudança no mundo: é por nossa mudança interior que a nossa percepção do Mundo muda, que vida se torna simples e despreocupada.

Esta é a única e verdadeira liberdade, a única e verdadeira felicidade.

Este equilíbrio conduz á liberdade e á percepção da realidade, esse caminho é interno, independente dos nossos desejos.

Os desejos de sucesso na nossa Via e os desejos de fazer bem, as falsas escolhas que nos levam a desejar estados ou tudo o que nos constrói expectativas doentes, toda essa mixórdia nos propulsa no mundo externo e nos afasta do nosso bem-estar interno.

A prática nos permite de parar de desejar de ser um bom praticante, o ensino constrói-nos e faz-nos abandonar as nossas ideias de sucesso para uma realisação profunda.

O difícil é que lendo estas linhas, talvez diga: "Eu percebo" ... No entanto, é certamente muito mais complicado do que isso!

Ninguém quer sofrer, ninguém quer ser o escravo da sua mente e realmente ninguém quer depender dos seus desejos e sofrer das frustrações...

A nossa natureza profunda é calma e feliz, é o que temos acumulado sobre as quais que é o problema e é com estes desequilíbrios que queremos ter acesso á nossa felicidade: a nossa visão da realização é construída por um espirito creado e distante da realidade.

A nossa prática liberta - nos se deixamos muitos preconceitos e só o tempo nos dará esta sorte: seguir os caminhos da nossa Via pessoal e tudo vai esclarecer se com tempo

Não há caminho mais rápido, não há atalhos, mas existem Vias completas e professores competentes.

"Porquê praticar?

- Para libertar se do desejo de realizar se, só porque temos confiança na sua Via".

Imbecil feliz


Às vezes justifica questionarmo-nos sobre a precisão de uma prática espiritual: este trabalho transtorna o interior e faz-nos, às vezes, sofrer para sairmos dos nossos mecanismos doentes.

Todos aqueles que começaram uma investigação real sobre o funcionamento do ser humano e sobre os mecanismos internos e subtis que nos animam não podem mentir-se: se fôr às vezes difícil de viver, é muito satisfatório compreender como funcionamos e como proceder para melhor funcionarmos ainda.

Mas os que deixam o vento empurrá-los à direita ou á esquerda não têm estas preocupações “espirituais” e devem enfrentar apenas os riscos da vida que são também do lote dos investigadores…

Também é válido interrogar-se, se é melhor funcionar numa ignorância provada dos nossos funcionamentos e o nosso aspecto espiritual, ocupar-se “do real” ou então complicar-se a vida para por último compreender como funciona o nosso corpo, as nossas emoções, a nossa respiração e o nosso espírito…

Esta pergunta é uma pergunta de canto de balcão de um café, porque aquele que não considera que temos uma parte de nós “que está em relação com o espírito”, mental, psicológica ou espiritual é sem sinceridade… ou faz parte desses homems de neandertal pretendidamente sempre no nosso meio…

Há, hoje, experiências e estudos que comprovam a importância da união da respiração, do corpo e da mente para estar bem, unido e viver uma vida despreocupada. Mas você pode deixar isso de lado, dizendo que vai pensar nisso mais tarde, quando tiver mais tempo ... Ou o medo da morte, por várias razões, vai modificar as prioridades.

Essa idéia de que "vamos fazê-lo mais tarde" é o mesmo mito que esta parte da sua casa ou no canto de seu escritório "que vamos arrumar mais tarde. "

Acontece que arrumamos-lo, por despeito ou obrigação, mas sem nunca fazer as perguntas certas ... Resultado: o mesmo lugar estará na mesma condição em pouco tempo!

Para aqueles que vão fazer as perguntas no final deste texto, uma versão mais curta (eu vou ganhar em e-mails): Pergunta: Sr. Urbano taoísta, se deve de Praticar?

Resposta: sim, é importante, devemos.

E aqui é o pensamento um pouco mais:

Como a criança pequena, completamente absorvida nos seus pensamentos, às vezes inconsciente do seu ambiente, sobreviveu os seus primeiros anos de caminhada?

Ele foi guiado por si, o mais consciente nesses momentos, tentando o melhor que pode para não o perder na multidão ou debaixo de um comboio. Portanto, o inconsciente é liderado pelo mais consciente, aquele que dorme é guiado por alguém que está acordado ...

Portanto, na minha inconsciência e nos momentos em que eu estou sobrecarregado pelas emoções, sou levado pelo mais desperto do que eu: alguém pode pensar em alguns meios de comunicação, vendedores profissionais, á publicidade ou á importante manipulação da massa?

Talvez, mas este não é o debate aqui.

Ao contrário estar-se acordado, consciente do que se passa no interior e no exterior,para não se transformar no joguete inconsciente de uma vida onde os valores já não são os bons.Praticai e sereis mais apto a resistir, gerir e viver a vossa própria vida.... eis aqui uma boa motivação...não ?